Em depoimento à polícia, Antônio Gomes da Silva, suspeito de executar o advogado Roberto Zampieri, 56 anos, revela que não tinha armas quando foi contratado para cometer o crime e precisou inventar uma blitz para conseguir que o intermediador, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, trouxesse a pistola 9 mm dele para Cuiabá.
Segundo as investigações, Antônio foi contratado Hedilerson Barbosa, de 53 anos, pelo valor de R$ 40 mil, para executar o crime em cuiabá. No entanto, Barbosa teve que trazer a arma dele para o tirador usar.
"Eu falei com ele (Barbosa) que eu tinha duas armas aqui, mas na verdade não tinha mer* nenhuma. Ele falou: vou para aí. Nesse meio tempo pensei: "vou ter que bolar alguma coisa". Quando vi que ele vinha mesmo, eu liguei para ele e disse: aconteceu uma tragédia aqui, perdi minhas armas na blitz. Ele disse: nossa, quase que não dá tempo, então vou ter que levar a minha arma. Eu falei: vê o que você pode", relatou Antônio.
Em seguida, Barbosa teria dito, conforme a versão de Antônio, que já tinha comprado a passagem de avião para Cuiabá e que isso seria um problema, pois de avião não seria possível carregar a arma.
"Ele disse: vou correr amanhã cedo, pedir na [Polícia] Federal a documentação de liberação, tem que ser na correria aqui. Aí conseguiu o documento rápido. Ele chegou aqui no dia do crime, dia 5, terça-feira. Pediu o negócio na sexta-feira para na segunda eles [PF] liberaram a documentação. Ele conseguiu a liberação e trouxe a arma", narrou.
Antônio foi filmado um dia antes dentro do escritório do jurista. Câmeras de segurança flagram o suposto executor do homicídio conversando com a vítima no dia 4 de dezembro. No dia 5, Roberto foi executado a tiros, em uma emboscada ao deixar o seu escritório, no bairro Bosque da Saúde.
Além do executor, foram presos até o momento a empresária e farmacêutica Maria Angélica Caixeta Gontijo, apontada como suposta mandante do crime, além de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado como o intermediador do crime e o coronel da reserva do Exército brasileiro Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, suspeito de financiar o crime.
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Joao Batista 19/01/2024
História estranha o cara registrar uma arma em 02dd na PF..Eu levei tirar meu porte mais de 03 meses e mais o tempo no Estande da PF e quase uma semana para fazer o psicotecnico
1 comentários