Cuiabá, 22/09/2026

Sakamoto concede prisão domiciliar a João Emanuel alvo de operação

Reprodução

João Emanuel cumpre mandado de prisão no hospital

O ex-presidente da Câmara vereador cassado João Emanuel conseguiu decisão para ficar em prisão dominiciliar. O aceite é do desembargador Pedro Sakamoto, que está no plantão do Tribunal de Justiça neste fim de semana.

João Emanuel foi preso, com outras quatro pessoas, durante a Operação Castelo de Areia, deflagrada na sexta (26), acusado de participar de um esquema que aplicava golpes no Estado. De acordo com as investigações, o ex-vereador, teria utilizado um falso chinês  para aplicar  golpes e movimentar mais de R$ 50 milhões. 

Quadrilha atua desde 2014 e fez ao menos 7 vítimas; prejuízo, R$ 50 mi

Pelo menos sete vitimas já foram identificadas pela Delegacia Regional de Cuiabá em conjunto com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). O esquema funcionava desde 2014, o prejuízo pode chegar a até R$ 500 milhões.  O mandado de prisão de João Emanuel foi  cumprido no Hospital Santa Rosa, na Capital. Não há informações, contudo, se ele já saiu do hospital para cumprir a prisão em casa.

Segundo as investigações, a empresa Soy Group, foi montada exclusivamente para dar golpes.

“O João Emanuel teria utilizado um falso chinês para ludibriar um cliente em um suposto investimento em parceria com a China, fazendo com que o investidor emitisse 40 folhas de cheque, que juntas somam o valor de R$ 50 milhões”, contou o delegado Luiz Henrique Damasceno, da Delegacia Regional de Cuiabá.  A operação Castelo de Areia apura crimes de estelionatos praticados por uma suposta organização criminosa.

O advogado Lázaro Roberto Moreira Lima, irmão doe João Emanuel considerou a prisão arbitrária. Além disso, negou qualquer envolvimento nas supostas práticas criminosas e garantiu que ele e João somente prestaram assessoria jurídica para a empresa Soy Group.

Lázaro Roberto também reclamou da prisão de João Emanuel, efetuada dentro do hospital onde o irmão está internado. “Preciso ler o processo para saber o que aconteceu e entender o motivo da prisão. A prisão no Brasil é exceção e não regra. João é só advogado. Já estou entrando com pedido de prisão domiciliar para meu irmão”, completou.