Cuiabá, 29/09/2026

Trio vira réu por homicídio de advogado em Cuiabá; juiz pede avaliação psicológica

Em sua decisão, magistrado também converteu a prisão dos três de temporária para preventiva

O juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, tornou réu o trio Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas pelo homicídio do advogado Roberto Zampieri. O crime ocorreu na noite do dia 5 de dezembro do ano passado, no bairro Bosque da Saúde, na Capital, próximo ao escritório da vítima. O magistrado acolhei a denúncia feita pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Em sua decisão, o juiz também converteu de temporária para preventiva a prisão dos três. Hedilerson e Antônio estão detidos na Penitenciária Central do Estado, enquanto Caçadini está no 44ª Batalhão do Exército. Além disso, o magistrado ainda determiou que o trio passe por avaliação psicológica para aferirem suas personalidades. Os laudos psicológicos deverão ser apresentados antes da sentença.

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Antônio Gomes da Silva, o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa seguem presos em Cuiabá

Conforme a denúncia do MPMT,  “Antonio Gomes da Silva, utilizando-se de recurso que dificultou a defesa da vítima, auxiliado por Hedilerson Fialho Martins Barbosa, agindo ambos mediante paga e promessa de recompensa efetivada por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima”. 

Segundo apurado na fase de investigação, por motivos ainda não esclarecidos, o coronel reformado Etevaldo teria contratado o pedreiro Antonio e o instrutor de tiro e despachante Hedilerson para matar Roberto Zampieri. Conforme a denúncia, em novembro, Antônio procurou a vítima sob o falso pretexto de contratar seus serviços profissionais. Ele chegou a marcar uma visita a uma propriedade rural com o advogado, com a intenção de matá-lo com uso de uma marreta. Na data marcada, o advogado mandou um amigo em seu lugar, frustrando o plano.

Destaca a denúncia que, posteriormente, Antônio solicitou que Hedilerson lhe trouxesse uma arma de fogo para execução do crime, recebendo uma pistola marca Taurus 9mm.

“Na noite do macabro assassinato, a vítima saiu do interior de seu escritório de advocacia e, instantes após entrar no seu veículo automotor, foi surpreendida por Antonio Gomes da Silva, que já a espreitava, oportunidade em que foi atingida por diversos disparos de arma de fogo, que causaram sua morte por choque hipovolêmico decorrente de ferimentos perfuro-contundentes”, narra a denúncia. Antonio receberia R$ 40 mil para a execução do crime. 

Suposta mandante fica livre

Apontada na época das investigações como suposta mandante do crime, a empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo não foi indiciada for falta de provas. Ela está com a família, em Patos de Minas (MG), usando tornozeleira eletrônica. A defesa já solicitou à Justiça a retirada das cautelares.