Cuiabá, 04/11/2026

Jayme e Wellington votam contra decreto das armas de Bolsonaro; Selma a favor

Apenas a senadora Selma Arruda (PSL), entre os senadores mato-grossenses, votou pela permanência do decreto que flexibiliza o porte de armas, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PR) votaram a favor do relatório aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que se posicionou pela suspensão do decreto presidencial.

Selma, em entrevista ao ao #rdnews, adiantou que votaria a favor do decreto por convicção própria e não por pertencer ao mesmo partido do presidente. A senadora também acreditava que poderia haver reversão da derrota na CCJ junto ao plenário, o que não aconteceu. Ontem (19) 45 senadores votaram pela suspensão da normativa, enquanto 28 defenderam a continuidade.

Wellington, por sua vez, ressalta que votou contra o decreto por considerá-lo inconstitucional. Em nota, ele lembra que tramitam no Congresso Nacional vários projetos que tratam da mesma matéria, como, por exemplo, posse e porte de armas em propriedades rurais. "Exigem um debate amplo com a sociedade e isso será feito. Votarei de acordo com a Constituição brasileira. Os direitos individuais e coletivos de segurança de todo cidadão serão sempre por mim defendidos", destaca.

Antes da apreciação dos projetos de decretos legislativos (analisados pela CCJ), que invalidaram o decreto presidencial, Bolsonaro chegou a pedir, em um discurso feito no Palácio do Planalto, para que os senadores mantivessem o decreto das armas.

A pauta ainda precisa ser apreciada pela Câmara Federal. E enquanto não houver um veredicto dos deputados, a flexibilização permanece em vigor.