Cuiabá, 25/10/2026

Lúdio critica Governo de MT por falta de reação a bloqueios em rodovias

Deputado cobra posicionamento do governador contra atos já classificados como ilegais pelo STF

JLSiqueira/ALMT

O deputado estadual reeleito Ludio Cabral (PT) usou as redes sociais para cobrar do governador Mauro Mendes (União Brasil) um posicionamento efetivo sobre os atos de bolsonaristas que têm resultado em vários bloqueios nas rodovias federais que cortam o estado. O petista acusou Mauro de adotar uma postura de "cumplicidade com o crime".

No momento, conforme a concessionária Rota do Oeste, existem 39 trechos bloqueados. As manifestações feitas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que não aceitam a derrota nas urnas já foi classificada como ilegal pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou ações imediatas para dispersão dos atos.

Em uma postagem, o petista afirmou que a falta de mobilização da Polícia Militar no estado é resultado da omissão do Executivo. "O governador de Mato Grosso é o único em todo o Brasil que não mobilizou a Polícia Militar para desbloquear as rodovias interdidatas pelo choro doentio da minoria radicalizada do agronegócio bolsonarista. Não é apenas omissão, é cumplicidade com o crime. Imagina se fossem professores?!", postou. 

Em seguida, Lúdio faz outro questionamento. "O que o governador já teria feito se fossem profissionais da educação ou trabalhadores sem terra em mobilização pelos direitos do nosso povo?", publicou. Nos comentários, o governador foi marcado por várias pessoas cobrando um posicionamento.

Veja a postagem:

Durante o segundo turno das eleições, Mauro Mendes foi um verdadeiro cabo eleitoral de Bolsonaro no estado: participou de reuniões e adesivaços, mobilizou grupos e foi para as ruas para tentar ampliar ainda mais o número de votos do presidente no estado. Ao ver o resultado das urnas, fez uma postagem lamentando que, apesar do incremento do eleitorado pró-Bolsonaro, não foi o suficiente para garantir a vitória. Na ocasião, não parabenizou o presidente eleito. 

Um dia depois das eleições, Mauro deu entrevista à Jovem Pan nacional e disse que não iria torcer pelo insucesso de Lula e que estava aberto ao diálogo. Ontem (1º), houve uma reunião das Forças de Segurança para tratar de ações contra os bloqueios. Representandoo Executico, participou o secretário de Segurança Alexandre Bustamante, que disse acreditar no bom senso da população e que iriam negociar a dispersão dos atos.