Max é contra CPI dos Consignados e avalia que não há clima para investigação
Caso os deputados consigam reunir 8 assinaturas, Max promete dar os encaminhamentos necessários
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), se declara contra a abertura de CPI para investigar supostas irregularidades nos empréstimos consignados concedidos aos servidores do Estado pela Capital Consig. Segundo ele, não há clima no Legislativo para abertura da investigação porque o assunto já está sendo tratado em mesa técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE) com a participação de deputados estaduais, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE) e o próprio Executivo apresentou projeto de lei com objetivo de corrigir as eventuais falhas.
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“Nesse momento, eu sou contra. Acho que o clima para a CPI, eu já falei aqui, o clima para a CPI a gente perdeu. No primeiro momento, a Assembleia poderia e deveria ter feito a CPI. Assim, nós traríamos os órgãos de controle e de fiscalização para dentro da CPI. Não foi feito. Então, deixou-se o TCE fazer mesa técnica, a gente tem que acreditar no trabalho do TCE, a Polícia Civil faz um trabalho muito forte, muito bom também. O Ministério Público também está no caso. Então, são três instituições que eu não vejo como uma CPI da Assembleia possa avançar além do que esses órgãos estão fazendo”, disse Max Russi, na manhã desta quarta-feira (11).
Apesar do posicionamento do presidente da ALMT, os deputados estaduais Gilberto Cattani (PL) e Henrique Lopes (PT) estão buscando apoio dos colegas para instalação da CPI dos Consignados. Inclusive, já cogitam unificar os requerimentos para reunir as oito assinaturas necessárias.
Caso consigam reunir as assinaturas, Max Russi promete dar os encaminhamentos necessários. Mesmo assim, ressalta a confiança no trabalho do TCE e na aprovação do projeto de lei encaminhado pelo Executivo.
“Se tiver o pedido com as oito assinaturas, a gente vai fazer análise, vai caminhar para a Procuradoria e fazer a avaliação. O Tribunal de Contas está bastante atuante, o conselheiro Sérgio Ricardo tem feito um bom trabalho, os deputados estão acompanhando, o deputado Wilson Santos e outros deputados estão fazendo um acompanhamento muito de perto. E tem o projeto que veio do Executivo hoje para ser votado”, completou.
Além disso, Max Russi esclareceu que não é favorável ao afastamento do secretário de Estado de Planejamento e Gestão Basílio Bezerra por conta do caso dos consignados. No entanto, defende que Basílio não pode presidir a comissão interna responsável pela apuração dos fatos.
“Essa comissão não pode ser presidida pelo secretário Basílio. Qualquer comissão montada pelo Estado tem que ser com servidores independente. Se eu tiver um problema aqui, numa secretaria da Casa, seja ela qual for, eu não vou colocar secretário meu, dessa secretaria para fazer investigação. Vou colocar de outros, de controle interno, de outros órgãos, que têm responsabilidade. O Estado tem uma CGE que é bastante atuante e tem condição de fazer qualquer levantamento, qualquer apuração”, concluiu.