Max não vê influência do Governo em manutenção de veto: Pauta superada
Foram registrados 12 votos pela manutenção do veto e 10 pela derrubada, barrando reajuste salarial
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estaduail Max Russi (PSB), destacou que a manutenção do veto que barrou o aumento de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça (TJMT), é uma pauta superada e que não houve interlocução do Executivo, mas sim, uma responsabilidade dos próprios parlamentares, que receberam analisaram as justificativas enviada pela pelo Governo do Estado.
Foram registrados 12 votos pela manutenção do veto e 10 pela derrubada, em sessão realizada na semana passada. A deliberação de vetos ocorreu em votação secreta, sem a possibilidade de atestar a real posição de cada parlamentar. Em entrevista, Max Russi reiterou que cada parlamentar é responsável por seu mandato e que atualmente, existem outras matérias de interesse do Poder Judiciário que podem chegar à Casa.
Gilberto Leite / ALMT
"Não [teve articulação do Governo], isso foi a votação do Parlamento. O Parlamento é assim, são 24 deputados, cada um de forma consciente, vota como entender. Quando teve o veto, teve alguns motivos para o veto, alguns deputados entenderam que era importante a manutenção e esse quórum aconteceu, essa votação aconteceu e isso é pauta superada. Nós temos que trabalhar os outros projetos [articulados pelo TJMT]", pontuou.
A matéria havia sido aprovada em duas votações, mesmo com articulação da base do governador Mauro Mendes (União Brasil), que era resistente à concessão de reajuste, com a justificativa de que abriria margem para os servidores do Executivo e Legislativo cobrassem a equiparação de ganho real. Na soma do Governo, teria um impacto de R$ 1,6 bilhão anualmente, mas da parte do TJMT, que seria com recursos próprios, o montante seria de R$ 42 milhões ano.
Com o veto, os servidores efetivos das carreiras de Analista Judiciário; Analista de Tecnologia da Informação e Comunicação; Técnico Judiciário; Distribuidor, Contador e Partidor; Oficial de Justiça; Agente da Infância e Juventude; e Auxiliar Judiciário, não serão mais contemplados com reajuste.