Morte de drag queen leva políticos de MT a se posicionarem nas redes sociais
Artista foi encontrada morta em um brejo em Juína com sinais de facada pelo corpo; polícia investiga
Reprodução Instagram
A morte da artista e ativista pela diversidade sexual Julya Madson teve repercussão política em Mato Grosso. Membros do Partido dos Trabalhadores utilizaram as redes sociais para manifestar pesar à família e revolta pela condição com que Rogério Diego dos Santos, 28 anos, foi morto. O corpo da drag queen foi encontrado em estágio avançado de decomposição no município de Juína (735 km de Cuiabá), com sinais de facadas.
Presidente do PT, o deputado Valdir Barranco postou que recebeu com tristeza a notícia. Ele enviou um abraço solidário aos amigos e familiares e disse que "ninguém aguenta mais".
"Rogério era militante da juventude do PT Juína, artista e ativista. Por onde passava era só alegria. Lamento profundamente, ninguém aguenta mais, ninguém. Todo dia uma entra para as estatística. O Brasil é país que mais mata travestis e transsexuais no mundo", escreveu o parlamentar.
Na semana passada, durante a sessão da Assembleia, as "Mães pela Diversidade" e ativistas do movimento LGBTQIA+ estiveram nas galerias pressionando os deputados para não arquivarem deliberadamente o projeto que pretende criar o Conselho LGBTQIA+ em Mato Grosso.
Lúdio Cabral, também do PT, lembrou a alegria da artista nos palcos onde se apresentava e também a militância política, em defesa da diversidade sexual e do combate aos preconceitos. "Julya Madsan, presente", escreveu o deputado, em clara referência ao grito que surgiu após o assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, em 2018.
Do parlamento cuiabano, Edna Sampaio cobrou investigação e punição aos assassinos. Também lembrou da necessidade de políticas públicas de proteção à população LGBTQIA+. "Somente de janeiro a agosto deste ano, 207 pessoas da população LGBTQIA+ foram assassinadas ou se suicidaram em decorrência de atos de ódio, segundo o Observatório de Mortes Violentas de LGBTQIA+ no Brasil. A média mensal jà ultrapassava a de 2020", postou a vereadora.