A morte da artista e ativista pela diversidade sexual Julya Madson teve repercussão política em Mato Grosso. Membros do Partido dos Trabalhadores utilizaram as redes sociais para manifestar pesar à família e revolta pela condição com que Rogério Diego dos Santos, 28 anos, foi morto. O corpo da drag queen foi encontrado em estágio avançado de decomposição no município de Juína (735 km de Cuiabá), com sinais de facadas.
Presidente do PT, o deputado Valdir Barranco postou que recebeu com tristeza a notícia. Ele enviou um abraço solidário aos amigos e familiares e disse que "ninguém aguenta mais".
"Rogério era militante da juventude do PT Juína, artista e ativista. Por onde passava era só alegria. Lamento profundamente, ninguém aguenta mais, ninguém. Todo dia uma entra para as estatística. O Brasil é país que mais mata travestis e transsexuais no mundo", escreveu o parlamentar.
Na semana passada, durante a sessão da Assembleia, as "Mães pela Diversidade" e ativistas do movimento LGBTQIA+ estiveram nas galerias pressionando os deputados para não arquivarem deliberadamente o projeto que pretende criar o Conselho LGBTQIA+ em Mato Grosso.
Lúdio Cabral, também do PT, lembrou a alegria da artista nos palcos onde se apresentava e também a militância política, em defesa da diversidade sexual e do combate aos preconceitos. "Julya Madsan, presente", escreveu o deputado, em clara referência ao grito que surgiu após o assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, em 2018.
Do parlamento cuiabano, Edna Sampaio cobrou investigação e punição aos assassinos. Também lembrou da necessidade de políticas públicas de proteção à população LGBTQIA+. "Somente de janeiro a agosto deste ano, 207 pessoas da população LGBTQIA+ foram assassinadas ou se suicidaram em decorrência de atos de ódio, segundo o Observatório de Mortes Violentas de LGBTQIA+ no Brasil. A média mensal jà ultrapassava a de 2020", postou a vereadora.
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deovaldo 16/11/2021
AÍ OH, os politicos querendo voto dos trouxas, eles sempre dizem a minoria terá vez e n]ao vão ter, porque o que baliza é a familia tradicional e sem mimimimimi tá. Pois eles dizes ser defensores e na hora do pega pra capá vazam. kkkkk,,,ate rimou..Ótima semana a todos.
José Raul Vilá Neto 16/11/2021
NÓS QUEREMOS IGUALDADE A TODOS INDEPENDENTE DE QUAISQUER SITUAÇÕES, E NÃO A POLITICAGEM DE POLÍTICO OPORTUNISTA.
José Raul Vilá Neto 16/11/2021
NÓS QUEREMOS IGUALDADE A TODOS INDEPENDENTE DE QUAISQUER SITUAÇÕES, E NÃO A POLITICAGEM DE POLÍTICO OPORTUNISTA.
Eduardo Rodrigues 16/11/2021
Essas estatísticas são completamente furadas. A maioria dos crimes em que homossexuais se envolvem, estão ligados profissão (geralmente profissionais do sexo), uso de drogas e crimes. Sabemos que são vários os fatores que os levam a esse rumo e é lamentável que não haja uma política de cuidados e inclusão para mudar a maneira com que as pessoas entendem a orientação sexual deles. O Brasil é homofóbico. Dentro das famílias, piadas de gays é comum e a não aceitação da família é um fator deletério para a joga-los á rua. Mas, os crimes que envolvem gays estão mais relacionados com o estilo de vida do que com a homofobia. Qualquer crime que envolvem-nos, é considerado homofobia.
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