Cuiabá, 17/09/2026

Reforma Tributária só será ruim se Mato Grosso parar de crescer, avalia Fávaro

Senador destaca que mudanças aprovadas no Congresso representam um avanço em relação a 40 anos sem mudanças na questão

O ex-ministro da Agricultura e senador, Carlos Fávaro (PSD), defendeu a aprovação da Reforma Tributária, ponderando que mesmo não sendo o cenário ideial, trata-se de um avanço para o país uma vez que reduz o número de impostos pagos. Ele reconheceu que Mato Grosso pode perder arrecadação, mas ressaltou que isso só vai ocorrer caso não consiga continuar em um cenário de crescimento. Além disso, frisou que os consumidores não serão afetados imeadiatamente com a regulamentação de reforma.

A posição do parlamentar, que tenta a reeleição este ano, foi referendada durante coletiva de imprensa após a sabatina com representantes da Fiemt, Fecomércio e Famato, responsáveis pela Aliança do Setor Produtivo. "Eu continuo sendo um senador reformista e a reforma que precisa ser feita para as adequações é melhor do que não ter feito nada há 40 anos".

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"Com relação a Mato Grosso é importante dizer que neste estado tão rico, tão próspero, em um primeiro momento o cidadão não vai ser afetado porque nessa reforma o imposto será cobrado na ponta, no consumo. Então o cidadão mato-grossense só vai pagar o imposto daquilo que consome. É fato que se o nosso estado não crescer, nós vamos ter uma queda de arrecadação, mas isso não afeta o cidadão por mim no primeiro momento", complementou.

Para reduzir possíveis prejuízos na arrecadação, Fávaro argumentou que o estado precisa continuar gerando renda e criando oportunidades, seja com avanço tecnológico, industrialização e a facilitação do desenvolvimento empresarial. Assim, citou medidas que podem ser feitas pelo, bem como ações que desenvolveu como ministro, que irão potenciar o estado, para verticalizar a indústria.

"Nós produzimos 75% do algodão brasileiro. Temos algumas fiações e há um exemplo em Campo Verde. Não temos nenhuma tecelagem, nenhuma tinturaria, não temos um grande ramo de confecção. Nós fazemos a nossa produção sair daqui, passear, para depois nós comprarmos a roupa. É aqui que nós temos que verticalizar", disse.

O ex-governador Mauro Mendes (UB) e o ex-secretário de Fazenda, Rogério Gallo, apontaram, durante a tramitação da Reforma Tributária no Congresso, que Mato Grosso será impactado significativamente, correspondendo a mais de R$ 7 bilhões a perda anual. Isso se dá porque o estado é menos populoso do que outras unidades da federação e que os grandes centros, serão sendo contemplados com a cobrança no consumo. A regulamentação será concluída até 2033, com a extinção de 4 impostos e surgimento de novos.

Tributos que deixarão de existir:

PIS/PASEP: Contribuição para o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Federal)

  • Cofins: Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Federal)

  • ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (Estadual)

  • ISSQN: Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (Municipal)

Tributos que passarão a existir:

  • CBS: Contribuição sobre Bens e Serviços (Federal)

  • IBS: Imposto sobre Bens e Serviços (Estadual e Municipal)

  • IS: Imposto Seletivo (Federal)