Cuiabá, 21/09/2026

Sindicato pressiona ALMT por derrubada do veto ao reajuste do Poder Judiciário

Sindicalista reiterou que o orçamento do Judiciário não pode ser administrado pelo Poder Executivo

O presidente do Sindicato dos Servidores do Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues dos Santos, afirmou  que a categoria já esperava o veto integral do governador Mauro Mendes (União Brasil) ao Projeto de Lei 1.398/2025, que altera as  tabelas salariais dos servidores efetivos do Poder Judiciário. Segundo ele,  o  Governo do Estado estava pressionando a    base para impedir a aprovação da proposta desde a primeira votação. No entanto, lembra que os deputados estaduais  entenderam que a matéria é de iniciativa do Judiciário e constitucional.

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  “Já esperávamos essa atitude do governador brucutu, até porque ele vinha a todo custo usando a sua bancada, pressionando  para que votasse contra na primeira votação. Isso, de certa maneira, toda a sociedade viu, ele não conseguiu porque os deputados entendem que a matéria é constitucional, é de iniciativa do Poder Judiciário. O governador brucutu, a todo custo, quer interferir no orçamento do Poder Judiciário. Já na segunda votação, foi maciça.  Os deputados, também entendem que realmente o projeto é de iniciativa do Poder Judiciário e não pode haver interferência”, disse o sindicalista, na manhã desta quarta-feira (03), enquanto protestava na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), distribuindo picolés.

Para Rosenwal, o governador tenta interferir no orçamento do Poder Judiciário, o que considera ilegal. Além disso, afirmou que Mauro  Mendes precisa conhecer melhor a Constituição e que acredita que a Assembleia estará ao lado dos servidores porque projeto está dentro da legalidade.

“O  governador tem que aprender um pouquinho mais de Constituição, não dar um parecer da maneira que veio contra a matéria e eu acredito que hoje os deputados vão estar ao lado dos servidores do Poder Judiciário e mais, dentro da legalidade. Deputado que vota contra é porque ele gosta de coisa irregular, ilegal. O nosso projeto é legal”, completou.

Questionado sobre o voto secreto para apreciação do veto, que pode ser derrubado ou mantido,  Rosenwal afirmou que pediu oficialmente a todos os deputados que votem de forma aberta.  Neste sentido, revela que  o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), teria  garantido que  o parecer da comissão será dado de forma oral, caso seja necessário.

“Nós estamos apelando. Hoje de manhã eu mandei [mensagem] para todos os deputados solicitando que o voto seja aberto, é o voto democrático, porque o eleitor, quando vota ao deputado, ele dá aquela confiança e ele quer a transparência. Não há porquê deputado algum se esconder, a não ser que tenha alguns interesses escuso  nessa votação. O servidor público do Estado de Mato Grosso tem que saber da verdade”, defendeu.  

Na entrevista,  Rosenwal reiterou que o orçamento do Judiciário pertence ao próprio Poder Judiciário e que o Executivo não pode administrá-lo. Também afirma  que o veto está relacionado ao receio do Executivo de que a concessão do índice de 6,8% para servidores do Judiciário motive outras categorias a reivindicar o mesmo percentual.  

De acordo com o sindicalista, se o veto for mantido, a greve é uma possibilidade. Ressaltando que  sindicato buscou diálogo, pontua que a  paralisação é o último instrumento da categoria diante da postura do Palácio Paiaguás.   

“Nós sabemos que o último mecanismo que o trabalhador tem no Brasil é esse [greve]. A gente busca o diálogo, explora o diálogo, tenta o máximo possível entendimento e se há truculência do jeito que esse brucutu está fazendo, aí nós temos que cruzar os braços”, concluiu.