Cuiabá, 12/10/2026

Wilson propõe nova CPI da sonegação e diz que Mauro voltará a “pedir água” na AL

Marcos Lopes

Wilson Santos (PSDB) conversa com novatos Ulysses Moraes (DC) e Faissal Calil (PV) durante a sessão inaugural da nova legislatura, nesta manhã

O deputado Wilson Santos (PSDB), que está se credenciando para liderar a oposição na Assembleia, apresentou requerimento para criar nova CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal. Para garantir a instalação, são necessárias oito assinaturas. Por isso, o tucano encaminhou cópia do documento para todos os gabinetes e aguarda a adesão dos colegas até a retomada das reuniões deliberativas na semana que vem.

Wilson também aproveitou a sessão desta segunda (4), que contou com a presença do chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, para criticar a reforma administrativa implementada pelo Governo Mauro Mendes (DEM). Segundo ele, as mudanças são tímidas e insuficientes para resolver os problemas do Estado.

Em relação a CPI, Wilson lembra que foram realizadas investigações em 2014 e 2016. Entretanto, considera que o tema precisa ser aprofundado pelo Legislativo. “Foram realizadas CPIs em 2014 e 2016, mas ainda há grandes produtores que escamoteiam e sonegam impostos. Precisamos de oito assinaturas para começar uma nova investigação”.

“Daqui a um ano, senhor Mauro Mendes Ferreira, estará de volta aqui, batendo na porta, pedindo água”

Wilson Santos

Em 2014, a CPI era presidida pelo ex-deputado José Riva (ex-PSD, hoje sem partido) e  tinha como alvo a Coomat, ligada ao sojicultor Eraí Maggi. Já em 2016, os trabalhos foram presididos pelo ex-deputado Zé Carlos do Pátio (Solidariedade) e focou em graneleiras que simulam operações para sonegar tributos.  

Reforma administrativa

Sobre a reforma administrativa de Mauro, que reduz o número de secretárias de 24 para 15 e autoriza a extinção de seis empresas públicas, aprovado pela Assembleia ainda em janeiro, Wilson reafirmou que as medidas são tímidas. Além disso, afirmou que o democrata aumentou o número de DGAs na administração estadual.

“Eu disse ao governador. Essa reforma que o senhor fez é tímida, essa reforma que vossa excelência encaminhou à Assembleia não resolverá o problema do Estado. Daqui a um  ano, senhor Mauro Mendes Ferreira, estará de volta aqui, batendo na porta, pedindo água”, completou.

O tucano também repercutiu reportagem sobre o aumento do número de comissionados. Com isso,   a reforma administrativa proporcionaria economia aos cofres públicos de apenas R$ 3 mil.

   “O Governo Mauro Mendes aumentou o número de cargos políticos do Estado.  E disse ao agronegócio que precisaria aumentar a tributação sobre o agro porque faria o dever de casa. E agora é constatado que aumentou 53 novos cargos. A economia é de apenas R$ 3 mil por mês.  Há mais cargos comissionados na Gestão Mauro Mendes do que havia na Gestão Pedro Taques, no dia 31 de dezembro de 2018”, concluiu Wilson.