Marcos Lopes
Wilson Santos (PSDB) conversa com novatos Ulysses Moraes (DC) e Faissal Calil (PV) durante a sessão inaugural da nova legislatura, nesta manhã
O deputado Wilson Santos (PSDB), que está se credenciando para liderar a oposição na Assembleia, apresentou requerimento para criar nova CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal. Para garantir a instalação, são necessárias oito assinaturas. Por isso, o tucano encaminhou cópia do documento para todos os gabinetes e aguarda a adesão dos colegas até a retomada das reuniões deliberativas na semana que vem.
Wilson também aproveitou a sessão desta segunda (4), que contou com a presença do chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, para criticar a reforma administrativa implementada pelo Governo Mauro Mendes (DEM). Segundo ele, as mudanças são tímidas e insuficientes para resolver os problemas do Estado.
Em relação a CPI, Wilson lembra que foram realizadas investigações em 2014 e 2016. Entretanto, considera que o tema precisa ser aprofundado pelo Legislativo. “Foram realizadas CPIs em 2014 e 2016, mas ainda há grandes produtores que escamoteiam e sonegam impostos. Precisamos de oito assinaturas para começar uma nova investigação”.
“Daqui a um ano, senhor Mauro Mendes Ferreira, estará de volta aqui, batendo na porta, pedindo água”
Wilson SantosEm 2014, a CPI era presidida pelo ex-deputado José Riva (ex-PSD, hoje sem partido) e tinha como alvo a Coomat, ligada ao sojicultor Eraí Maggi. Já em 2016, os trabalhos foram presididos pelo ex-deputado Zé Carlos do Pátio (Solidariedade) e focou em graneleiras que simulam operações para sonegar tributos.
Reforma administrativa
Sobre a reforma administrativa de Mauro, que reduz o número de secretárias de 24 para 15 e autoriza a extinção de seis empresas públicas, aprovado pela Assembleia ainda em janeiro, Wilson reafirmou que as medidas são tímidas. Além disso, afirmou que o democrata aumentou o número de DGAs na administração estadual.
“Eu disse ao governador. Essa reforma que o senhor fez é tímida, essa reforma que vossa excelência encaminhou à Assembleia não resolverá o problema do Estado. Daqui a um ano, senhor Mauro Mendes Ferreira, estará de volta aqui, batendo na porta, pedindo água”, completou.
O tucano também repercutiu reportagem sobre o aumento do número de comissionados. Com isso, a reforma administrativa proporcionaria economia aos cofres públicos de apenas R$ 3 mil.
“O Governo Mauro Mendes aumentou o número de cargos políticos do Estado. E disse ao agronegócio que precisaria aumentar a tributação sobre o agro porque faria o dever de casa. E agora é constatado que aumentou 53 novos cargos. A economia é de apenas R$ 3 mil por mês. Há mais cargos comissionados na Gestão Mauro Mendes do que havia na Gestão Pedro Taques, no dia 31 de dezembro de 2018”, concluiu Wilson.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse







dalva 05/02/2019
ws deveria pedir ao ex governador pedro taques essa reforma e por que nõa pediu? agora vem exigir de mauro uma reforma mais dura?
Zé carlos 04/02/2019
Greve geral para por ordem na casa !!!!!
2 comentários