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SERVIDORES DO JUDICIÁRIO

Deputados não sentiram pressão, diz Max após ALMT barrar reajuste

Presidente do Legislativo destacu que resultado foi o mesmo com votação secreta e aberta

Gabriel Rodrigues e Kleyton Agostinho

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), acredita que os deputados não se sentiram pressionados ao analisar, em votação aberta, o veto do Governo de Mato Grosso ao reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça (TJMT). Os parlamentares mantiveram o veto por 12 votos a 7, seguindo o entendimento do Palácio Paiaguás.

A princípio, a reanálise do veto deveria ter ocorrido antes das eleições gerais de 4 de outubro, conforme determinação judicial. Contudo, os parlamentares faltaram à sessão marcada para o início de setembro e, na sequência, entraram em uma espécie de “recesso” para se dedicar à campanha de reeleição.

Quase um mês depois do episódio e apenas três dias após o pleito, sem o risco de enfrentar desgaste nas urnas por uma votação aberta, os deputados decidiram manter o veto e não conceder o reajuste aos servidores do Judiciário.

“A votação foi a mesma que deu na primeira votação. Isso foi uma demonstração dos deputados. Tanto no voto secreto quanto no voto aberto, a votação não mudou nada. Teve a mesma votação, os mesmos votos. Então, mostra que os deputados não têm pressão, aberto ou fechado. O placar não alterou em nada”, comentou Max durante entrevista.

O reajuste havia sido aprovado pelos deputados em dezembro de 2025, mas foi vetado pelo então governador Mauro Mendes (União Brasil). O veto acabou mantido pelos parlamentares. Em agosto deste ano, porém, o próprio TJMT anulou a votação, sob o argumento de que a manutenção havia ocorrido por meio de voto secreto, formato considerado inconstitucional. Assim, a ALMT foi obrigada a realizar uma nova apreciação.

À época, Mauro alegou que o reajuste poderia provocar um “efeito cascata”, levando outras categorias do serviço público a reivindicar aumentos semelhantes. O TJMT e o sindicato dos servidores do Judiciário, por outro lado, sustentam que os recursos para bancar o reajuste sairiam do próprio orçamento do Poder, abastecido pelo duodécimo repassado anualmente pelo Estado, sem criação de novas despesas para o Executivo.

Max agora espera que o TJMT encaminhe à Assembleia um novo projeto de valorização dos servidores.

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