A Assembleia Legislativa (ALMT) retoma os trabalhos e vai analisar nesta quarta-feira (7), em votação aberta, o veto ao reajuste de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça (TJMT), cerca de um mês após uma ordem judicial determinar que os parlamentares analisassem a matéria antes do primeiro turno das eleições. A maioria dos deputados havia faltado à última sessão antes da eleição, adiando a votação para esta quarta-feira.
O reajuste chegou a ser aprovado pelos deputados em dezembro de 2025, mas foi vetado pelo então governador Mauro Mendes (União Brasil), e o veto acabou mantido pelos parlamentares. Em agosto deste ano, porém, o próprio TJMT anulou a manutenção do veto, sob o argumento de que ocorreu em votação secreta, modalidade considerada inconstitucional.
No dia 2 de setembro, o desembargador Márcio Vidal determinou uma nova votação. A ALMT, contudo, buscava "empurrar" a análise para depois das eleições. No dia 8 de setembro, uma desembargadora do TJMT concedeu mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat) para barrar a tentativa do presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), de adiar a votação.
Agora, quase um mês depois, os deputados voltam à Assembleia para finalmente encarar o veto. E a votação terá um componente político a mais: dos 24 parlamentares, 18 garantiram a reeleição e seis ficaram pelo caminho. Ou seja, para a maioria, o desgaste nas urnas já foi contabilizado; para os derrotados, resta uma última decisão antes de deixar o Legislativo. É nesse ambiente, com o eleitor já tendo dado seu veredicto, que a ALMT terá de dizer se mantém ou derruba o veto aos 6,8% dos servidores do Judiciário.
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