Cuiabá, 02/11/2026

Drake cancela show no Lolla; veja polêmicas do rapper no Brasil

Relembre como foi primeira vinda do cantor ao Brasil, em 2019, quando ele fez show protocolar, encurtando hits e com palco escuro

Divulgação / The Music Journal

O rapper canadense Drake cancelou sua apresentação na noite deste domingo (26), no Lollapalooza 2023. Ele era última atração no palco principal, que encerraria o festival. Este seria o retorno do canadense após uma estreia polêmica por aqui, quando fechou o primeiro dia do Rock in Rio.

Artista mais ouvido dos anos 2010 em todo mundo, Drake é dono de hits do hip hop, trap e R&B como "Hold On, We're Going Home", "Hotline Bling", "One Dance", "Too Good", "Passionfruit", "God's Plan" e "In My Feelings".

Durante sua estadia por aqui, durante o Rock in Rio em 2019, ele ignorou fãs no hotel, vestiu camisa do Corinthians, fez caras de poucos amigos e proibiu a transmissão de seu show. Depois, disse que era por causa da chuva.

Mais um louco para o bando?

A camisa do Corinthians ostentada pelo rapper Drake no Instagram depois do show no Rock in Rio 2019 foi um presente da Nike. A empresa é parceira comercial do cantor e fornecedora do clube.

O rapper apareceu de surpresa com a camisa e deu um conselho aos seguidores: "Um conselho: não use uma camisa de futebol que você ganhou de presente fora do seu país. Quase comecei uma guerra em um bar". A empresa explicou o mimo. "A Nike enviou a camisa como um presente de boas-vindas para o cantor, que decidiu usar em um momento de descontração em sua passagem pelo Brasil."

Como foi o show de Drake em 2019?

Nome mais popular do rap norte-americano, o canadense Drake parece não ter vindo ao Brasil para fazer amigos. Em sua primeira vez no país, ignorou fãs que o aguardaram na saída do aeroporto e apareceu com semblante não muito animador na sacada do hotel.

De última hora, impediu que seu show, o mais esperado do primeiro dia de Rock in Rio 2019, fosse televisionado. Fotos e vídeos profissionais foram proibidos. Em um palco escuro, ele mal apareceu no telão.

"Eu voei 14 horas para estar aqui", disse, ao entrar com 15 minutos de atraso. E prometeu aos fãs "a melhor festa de todas". Mas, no palco, para quem pôde ver, começou protocolar, com a parte mais pesada do álbum "Scorpion", lançado no ano passado. Equilibrado com o pop dançante do cantor, o rap apareceu pela primeira vez no palco principal, em uma noite que inicialmente seria marcada pelo gênero, mas mudou de tom com o cancelamento de Cardi B, substituída por Ellie Goulding.

Depois, Drake passou rápido pelo repertório mais conhecido. Entraram as principais faixas do álbum “Views”, de 2016, o mais pop da carreira, e um dos mais questionados. “Hotline bling” e “One dance” foram cantadas em sequência, em versões encurtadas e debaixo de chuva - mesmo assim, geraram o pico de empolgação da plateia.

Megahits como “Work” - lançado em parceria com Rihanna, numa fase em que fãs eram obcecados por fantasiar um romance entre os dois - e o reggaeton “Mia” - com Bad Bunny - mereceram só um trechinho. Ele também incluiu "No guidance", lançada em junho deste ano em parceria com Chris Brown, cuja carreira é marcada por um episódio de agressão justamente a Rihanna. Até pediu que o público celebrasse o colega, mas não teve muito retorno.

Em “In my feelings”, da parte mais melódica do "Scorpion", fãs tentaram reproduzir os passos de dança virais, que transformaram a música na febre de 2018.