Cuiabá, 01/11/2026

Após bate-boca, assembleia da FMF decide manter candidatura de Aron

.

Candidato Arion Dresch havia pedido impugnação do adversário, mas acabou ele o impugado

Assembleia geral dos clubes de Mato Grosso decidiu, por 27 votos a 10, a manutenção da chapa Revolução, encabeçada por Aron Dresch, que disputa a presidência da Federação Mato-Grossense de Futebol, contra o atual mandatário João Carlos de Oliveira.

Mais cedo, o pleito para definir o novo presidente, previsto para as 9h desta quinta (15), foi iniciado por bate-boca e muita confusão. Ontem (15), à noite, a chapa de Aron foi impugnada pela Comissão Eleitoral da FMF por supostas irregularidades em assinaturas de filiados da instituição. Diante da confusão, o andamento do processo eleitoral foi suspenso por 30 minutos.

A defesa da chapa Renovação, patrocinada por João Vitor Braga, argumentava que a impugnação da candidatura do Aron foi feita em menos de 24 horas antes da eleição que, segundo ele, é irregular de acordo o estatuto da Federação. “Ainda não respeitaram a ampla defesa e nem o contraditório”, acrescenta o jurista.

João Braga afirmava que foi apresentado na manhã de hoje um recurso à assembleia geral, composta pelos presidentes dos clubes de Mato Grosso, que tem poder soberano. “A gente suscitou questão de ordem, num direito tem prevalência qualquer análise, mas não querem respeitar. Queremos saber se a Assembleia quer analisar recurso agora ou depois. Entendemos que quem tem poder de decidir são os clubes, não é secretário da mesa ou presidente da Mesa”, sustenta.

Diante do impasse estabelecido e do tumulto no Plenário, o presidente da assembleia geral, Francisco Mariño Fernandes, suspendeu a sessão por 30 minutos e se reuniu às portas "trancadas" com os candidatos Aron e o atual presidente João Carlos de Oliveira para tentar buscar uma solução.

Impugnação

Ontem, o candidato Aron Dresch protocolizou pedido de impugnação da chapa “Avanço com Equilíbrio”, encabeçada por João Carlos Oliveira. O registro de candidatura da chapa apresentaria diversas irregularidades. A mais grave delas, segundo Aron, é a ausência de documentos dos candidatos à vice-presidência e ao Conselho Fiscal.