Cuiabá, 30/10/2026

Associações doam R$ 4 mi para agilizar mobilidade urbana

   Três associações entregaram ao governo do Estado e à diretoria da Agecopa projetos básicos de mobilidade urbana que custaram R$ 4 milhões. A entrega foi realizada pelas Associações dos Produtores de Algodão (Ampa), Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) e dos Criadores. Os projetos são destinados às intervenções nas áreas de superposições das rodovias federais (BRs) em Cuiabá e Várzea Grande.

   A Ampa desembolsou R$ 1,6 milhão, enquanto a Acrimat abriu mão de R$ 804 mil. A Aprosoja pagou o restante de um projeto de R$ 4 milhões. O custeio surge como uma doação à Agecopa para que recursos sejam obtidos mais rapidamente junto ao governo federal. O presidente da Agecopa, Adilton Sachetti, e o governador Blairo Maggi já buscam um espaço na agenda do Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento para entregar o documento. “Acho que o ministro não acreditou que entregaríamos os projetos agora. Ele vai se surpreender. Vamos ao encontro dele na próxima semana com tudo pronto e esperamos sensibilizá-lo antes dele (o ministro) deixar o Ministério”, destacou o governador.

   Segundo Sachetti, o apoio das entidades antecipou em pelo menos quatro meses o processo de levantamento de recursos para as obras. “A antecipação dos projetos pode viabilizar mais de R$ 350 milhões junto ao governo federal”, disse.

   Os projetos são uma exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Sachetti pondera que, o documento não necessariamente se transformará em obras. “Precisamos dos recursos para execução dos projetos, mas já um grande passo”, destacou. Os dirigentes das associações afirmam que não fizeram nenhuma exigência para que gastassem os R$ 4 milhões. “Nosso interesse é o desenvolvimento de Mato Grosso”, destacou o presidente da Acrimat, Mário Candia. 

   Estão previstas intervenções em vias consideradas rápidas como, por exemplo, a Miguel Sutil, Feb e Fernando Correa, além de outras. Ampliação de pontes e construção de viadutos trincheiras, aqueles que sobrepõem cruzamentos, também constam nos projetos. Diante do “investimento” das associações, Maggi solicitou que, assim que as obras forem executadas, algumas sejam batizadas com o nome das entidades.