Angeliquinha fez mais de cinco cirurgias no rosto para tentar enganar polícia, diz delegado
Segundo o responsável pelas investigações relacionadas a Angeliquinha, o país em que a criminosa foi localizada é referência em procedimentos estéticos de baixo custo
Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, presa nessa terça-feira (22), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, estaria no país realizando procedimentos estéticos com o objetivo de mudar suas características faciais para tentar enganar a polícia. A informação foi dada pelo delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (23).
"Santa Cruz de La Sierra é uma referência em procedimentos estéticos de baixo custo. Ela [Angeliquinha] tinha várias cirurgias estéticas e agora começou a mudar o rosto, com essa intenção de ludibriar eventuais ações em desfavor dela", explicou Victor.
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O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas e Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”
Victor Hugo relata também que Angeliquinha realizou mais de cinco procedimentos no rosto e apresentou uma documentação falsa quando foi presa. No entanto, a identificação visual dela já havia sido feita.
O delegado destaca ainda que a prática das cirurgias para mudança das características físicas vem se tornando cada vez mais recorrente entre os membros de organizações criminosas, especialmente os que têm mandados de prisão em aberto.
"Vários foragidos da justiça utilizam cidades com esse potencial para que seja feita a mudança de feição, sabendo que têm mandados de prisão em aberto, para que não sejam reconhecidos. A gente tem, por exemplo, o Juan Carlos Ramírez Abadia, do PCC lá no Paraguai, que foi preso com essa mesma iniciativa, e a gente tem membros de cartel mexicano. Então, é uma prática de membros de organização criminosa desfigurar o rosto por meio de cirurgias estéticas para alterar a feição", ressalta.
Prisão e transferência para o Brasil
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Angélica Saraiva de Sá, a "Angeliquinha"
Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho no norte de Mato Grosso, foi presa nessa terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A ação envolveu equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Polinter, com apoio das forças de segurança bolivianas.
Tida como uma das chefes do CV em Alta Floresta e Nova Bandeirantes, Angeliquinha estava foragida desde agosto do ano passado, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Considerada de alta periculosidade pela polícia, ela deixou a unidade prisional na madrugada de 17 de agosto de 2025, acompanhada de Jessica Leal da Silva, de 36 anos, conhecida como Arlequina, e desapareceu.
Em entrevista, o delegado Victor Hugo ressaltou que Angeliquinha ainda não foi deportada ou expulsa da Bolívia. No entanto, já estão sendo realizados os procedimentos cabíveis com as autoridades bolivianas para a eventual volta da criminosa para o sistema penitenciário brasileiro.