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NAS REDES

Filha de Angeliquinha roga por proteção divina à mãe após prisão na Bolívia

Jovem já foi alvo da Polícia Civil, chegou a ser presa preventivamente e teve a domiciliar concedida em e tem mais de 40 mil seguidores nas redes sociais

Thalita Queiroz e João Aguiar

Kauany Beatriz de Sá, de 21 anos, filha de Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, se pronunciou em suas redes sociais após a mãe ser presa nessa terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Em seu Instagram, a criadora de conteúdo pediu proteção divina para a genitora.

"Deus cuide de você, minha rainha. Que nem um mal aconteça em nome de Jesus. Não faça nem um mal contra a vida dela. Não é certo, mas é minha mãe", escreveu a jovem.

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Kauany Beatriz de Sá, Angélica Saraiva de Sá, Angeliquinha

Kauany Beatriz de Sá, filha de Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”.

 

Angeliquinha estava na lista do Programa Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que tem o objetivo de identificar, localizar e prender criminosos considerados de alta periculosidade. A medida visa cumprir mandados de prisão cuja execução é estratégica para enfrentar organizações criminosas e reduzir a criminalidade violenta no Brasil.

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Angélica Saraiva de Sá, Angeliquinha

Angélica Saraiva de Sá, a "Angeliquinha"

Em março de 2026, Kauany teve a prisão preventiva convertida em domiciliar. A jovem havia sido presa em regime fechado no âmbito das investigações da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil, que apura uma rede de tráfico de drogas em Alta Floresta (a 789 km de Cuiabá).

À época, Guilherme Laureth e Paulo Felizardo de Sá, respectivamente genro e pai de Angeliquinha — que também foram alvos da operação —, permaneceram presos. Segundo a Polícia Civil, a família é ligada ao Comando Vermelho, além de ser responsável por uma rede de tráfico de drogas em Alta Floresta que teria movimentado mais de R$ 20 milhões.

Lavagem de dinheiro

As investigações apontaram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar teria movimentado mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, utilizando diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.

Outro braço do esquema envolveria a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta. Sob comando direto da filha, o pai de Angeliquinha seria o responsável por gerenciar o garimpo e um bar e prostíbulo próximos à cidade de Nova Bandeirantes.

O local também serviria de apoio para extorsões a garimpeiros e prática de tráfico de drogas. O ouro extraído poderia ser utilizado como forma de ocultar e reinserir recursos ilícitos no mercado formal, dificultando o rastreamento financeiro.

Vida de luxo

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Kauany Beatriz e Guilherme Laureth

 Kauany Beatriz de Sá e Guilherme Laureth.

A filha e o genro de Angeliquinha ostentam uma vida extremamente luxuosa, com compras de imóveis, carros de luxo e viagens internacionais. A jovem possui um perfil no Instagram com mais de 40 mil seguidores, no qual compartilha detalhes da sua rotina e suas aquisições.

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