Autor de chacina era caseiro da obra e tinha santuário com roupas das vítimas
Segundo a polícia, homem fugiu de Lucas e, em Sorriso, se passou por morador de rua
JK Notícias
Apontado com um “serial killer” pela Polícia Civil de Sorriso (420 km de Cuiabá), o servente de pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos, que confessou ter assassinado uma mulher de 46 anos e as três filhas dela, possuía uma espécie de santuário no container em que residia na obra. Os objetos foram encontrados por policiais civis no ato da prisão, na segunda-feira (27). Aos agentes, ele também entregou peças de roupas com sangue das vítimas.
De acordo com o delegado Bruno França, Gilberto veio recentemente de Lucas do Rio Verde (335 km de Cuiabá). Lá, ele teria cometido o rito macabro semelhante ao que fez em Sorriso contra uma mulher de 26 anos, em setembro deste ano. Entretanto, neste caso, a vítima teria conseguido reagir. A ação criminosa rendeu a Gilberto um mandado de prisão pelo crime sexual, que estava em aberto.
Já conhecido no meio policial em Lucas, Gilberto ficou sem saída e decidiu se mudar para Sorriso, onde se passou por uma pessoa em situação de rua. O homem, inclusive, teria sido beneficiado com um programa da prefeitura destinada às pessoas nesta situação de vulnerabilidade.
Passado alguns dias, Gilberto conseguiu um emprego na obra, no bairro Florais da Mata, e, por não ter uma residência fixa, foi atribuído a ele o cargo de "segurança da construção", ser caseiro do local. Ele, segundo a Polícia Civil, teria o usado o tempo na função para premeditar a morte de Cleci Calvi Cardoso, 46 anos, e das filhas dela: Miliane Calvi Cardoso, 19 anos; e as menores M.C.C, 13 anos, e M.C.C., 10 anos, que moravam ao lado do local em que estava se passando por uma construção. Elas foram sepultadas na tarde desta terça-feira (28), em Sorriso, em meio à forte comoção social.
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Na obra, ele possuía um container em que ele acondicionava seus pertences. Foi nesse espaço que o delegado, com o apoio da sua equipe, localizou a espécie de santuário e roupas das vítimas sujas de sangue.
“Ele arrumou esse emprego e, como ele não tinha onde morar, ele ficou como o guardião da obra, tipo caseiro. Nesse local, ele tinha um container que ele guardava as coisas dele. Quando ele foi preso, ele entregou tipo um santuário que ele guardava as lembranças de estupro, as roupas com sangue...”, explicou o delegado.
Audiência de custódia
A juíza Giselda Andrade, da 2ª Vara Criminal de Sorriso (a 397 km de Cuiabá), manteve a prisão do pedreiro nesta terça (28). Ele está preso isolado na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como "Ferrugem", em Sinop (a 500 km de Cuiabá).