Cuiabá, 21/09/2026

Coronel suspeito de financiar execução de advogado chega a Cuiabá; veja vídeo

Etevaldo Caçadini desceu de aeronave sem algemas; ele ficará detido no 44º Batalhão, na Capital

O coronel da reserva do Exército Brasileiro, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, suspeito de financiar a morte do advogado Roberto Zampieri, chegou a Cuiabá no final da manhã desta quarta-feira (17).  Ao saltar da aeronave, no Aeroporto Marechal Rondon, o suspeito estava sem algemas e escolheu não cobrir o rosto. No entanto, se manteve em silêncio.

A reportagem apurou que o coronel ficará preso no 44ª Batalhão de Exército, na Capital. Inicialmente, o #rdnews noticiou que ele ficaria no 13ª Batalhão de Exército, no entanto houve alteração em relação ao destino do suspeito. Vídeo feito pelo site Olhar Direto mostra o momento da chegada de Caçadini no aeroporto - confira:

Caçadini foi preso na segunda-feira (15) e a Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva. Durante depoimento na delegacia de Belo Horizonte, o suspeito optou por exercer o direito de ficar em silêncio. Segundo o delegado Nilson Farias, Etevaldo deve prestar novo depoimento em Cuiabá e, em seguida, ser conduzido ao Batalhão. A expectativa é de que o inquérito seja encerrado nos próximos dias.

Durante coletiva de imprensa, o delegado Edison Pick, também responsável pela investigação, informou que, ao ser detido, o coronel ligou para o advogado e generais do Exército de Belo Horizonte, mas ninguém atendeu. 

"Está tudo registrado, gravado, documententado. Ele mesmo nos recebeu, demos a ordem de prisão. Foi franqueado para que ele ligasse para seu advogado ou para uma pessoa de confiaça do Exército, a pessoa que ele indicasse. Ele fez através do telefone da esposa dele, porque o dele já estava apreendido. Ele fez inúmeras ligações, isto está registrado, e infelizmente ele não conseguiu falar com ninguém no ato da prisão", disse.

Reprodução

Outra informação confirmada pelo delegado é de que o suspeito esteve quatro vezes em Cuiabá.

O militar é o quarto preso por suposto elo com a execução de Zampieri que aconteceu na noite de 5 de dezembro. A vítima estava dentro de uma picape Fiat Toro e havia acabado de sair do seu escritório quando foi atingida com diversos disparos de arma de fogo. O executor estava de tocaia aguardando a saída do advogado.

Prisões

O suposto executor, Antônio Gomes da Silva, foi preso em 20 de dezembro em Santa Luzia, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na mesma data foi detida no estado mineiro a empresária e farmacêutica Maria Angélica Caixeta Gontijo, apontada como suposta mandante do crime.

E, dois dias depois, a polícia prendeu Hedilerson Fialho Martins Barbosa, suposto intermediador do crime.

As investigações da Delegacia de Homicídios de Cuiabá apontaram que, após contratar o executor pelo valor de R$ 40 mil, o intermediário despachou uma pistola calibre 9 mm, registrada em seu nome, para Cuiabá, no dia 5 de dezembro, a mesma data em que ocorreu o crime. O encontro entre o intermediador e o executor para entrega da arma ocorreu em um hotel, onde os dois ficaram hospedados na capital mato-grossense.