Cuiabá, 20/10/2026

Dr. Miguel diz estar tranquilo e atribui operação a confraternização em chácara

Vereador de Várzea Grande afirma que propriedade onde ocorreu encontro antes da eleição da Mesa Diretora pertence ao pai dele e diz confiar na apuração das autoridades

O vereador Dr. Miguel Júnior (Cidadania), um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (20), afirmou estar tranquilo e disse acreditar que a investigação esteja relacionada a uma confraternização realizada em uma chácara antes da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

“Vamos aguardar as autoridades investigarem. Parabenizo elas por terem investigado o que vem acontecendo e estou bem tranquilo”, declarou o parlamentar.

Reprodução

Segundo Dr. Miguel, a propriedade onde ocorreu o encontro pertence ao pai dele. O vereador relatou que os agentes foram até a antiga residência da família, mas não o encontraram porque atualmente mora em Várzea Grande. Conforme sua versão, o pai informou o endereço atual às autoridades, mas as equipes não foram até o local, e ele compareceu à sessão normalmente.

“Pelo que ouvi das redes sociais, foi por conta da confraternização que a gente fez na chácara, onde a chácara é do meu pai, entendeu? Antes da eleição da Mesa Diretora”, afirmou.

A Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado no processo eleitoral que resultou na reeleição do vereador Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara de Várzea Grande, em 14 de maio. O pleito, vencido por 12 votos a 11, acabou anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Dr. Miguel reforçou que não teme o resultado das apurações e negou ter participado de qualquer tipo de ilegalidade. “Eu falo pelo meu CPF. Estou de cabeça tranquila, que não fiz nada”, disse.

A operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Entre os alvos estão vereadores das duas cidades, além de outras pessoas relacionadas à investigação, que tramita sob sigilo.