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CATHEDRA VENALIS

Suplente vê perseguição ao Legislativo em operação do Gaeco; veja vídeo

Alvo de mandado de busca, Samir Katumata questiona inclusão de vereadores de Cuiabá na investigação sobre eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande

Gláucio Nogueira, Kleyton Agostinho, João Aguiar e Patrícia Sanches

O suplente de vereador de Várzea Grande Samir Katumata (PL), secretário legislativo da Câmara Municipal, afirmou que causa estranheza a inclusão de parlamentares de Cuiabá na Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (20). Alvo de mandado de busca e apreensão, ele levantou suspeitas de perseguição ao Legislativo, mas evitou apontar quem poderia estar por trás de uma eventual iniciativa nesse sentido.

“Eu não tenho como acusar ninguém. É difícil a gente fazer uma acusação”, declarou Samir ao chegar à sede do Gaeco para acompanhar a situação de bens apreendidos durante as diligências. Segundo ele, outros investigados que não são vereadores também foram alvos da operação.

Rodinei Crescêncio / Rdnews

Samir Katumata

A investigação apura suspeitas de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado no processo eleitoral que resultou na reeleição do vereador Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara de Várzea Grande, em 14 de maio. A votação, vencida por 12 votos a 11, foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Samir afirmou que a disputa pela Mesa Diretora já era marcada por questionamentos judiciais e disse aguardar os próximos desdobramentos do caso. Ele também contestou a hipótese de que participantes da confraternização realizada às vésperas da eleição tenham sido obrigados a permanecer no local.

“Eu acho que hoje, no século XXI, ninguém vai para lugar nenhum obrigado a nada. Ninguém vai amarrado. Vai quem quer”, afirmou, ao comentar a suspeita de cárcere privado investigada pelo Gaeco.

O suplente também questionou a presença de vereadores de Cuiabá entre os alvos da operação. O presidente eleito da Câmara da Capital, Ilde Taques (Podemos), e o vereador Alex Rodrigues (Podemos) foram incluídos nas diligências por causa da participação na confraternização que antecedeu a eleição em Várzea Grande, conforme apuração do Rdnews.

Samir disse estar tranquilo em relação à investigação e ressaltou que, como secretário legislativo, atende vereadores independentemente do grupo político ou da chapa a que pertencem. “Quem não deve, não teme”, ressaltou.

O servidor também afirmou que a operação resultou na apreensão de objetos pertencentes à esposa dele, que não tem relação com a investigação. Ele foi ao Gaeco para tentar recuperar os bens, após ser orientado por um agente policial a acompanhar o procedimento.

A operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação tramita sob sigilo. Até o momento, não há data definida para uma nova eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande.

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