Quinze vereadores de Cuiabá e Várzea Grande foram alvos da Operação “Cathedra Venalis”, deflagrada na manhã desta terça-feira (20) pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O órgão apura a possível prática dos crimes de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e cárcere privado no processo eleitoral que resultou na reeleição do vereador Wanderley Cerqueira (MDB) para comandar o Legislativo Várzea-grandense pelos próximos dois anos.
O
apurou que foram alvos, além de Cerqueira os vereadores Kleberton Feitoza (PSB), Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Enfermeiro Emerson (PP), Dr. Miguel Júnior (Cidadania), Wender Madureira (Republicanos), Gisa Barros (Podemos), Lucélia Oliveira (Agir), Sargento Galibert (PSB) Rosy Prado (União) e Raul Curvo (Republicanos) e Rogerinho Dakar (PSDB). O suplente de vereador Samir Katumata (PL) também figura entre os alvos.
De Cuiabá, foram alvos de mandados o presidente eleito da Câmara, Ilde Taques (Podemos) e o vereador Alex Rodrigues (Podemos). O
apurou que Ilde e Alex, embora vereadores de Cuiabá, foram alvos por conta da participação deles em uma confraternização às vésperas da sessão que reelegeu Cerqueira e que foi anulada posteriormente.
Além deles, a diretora financeira do Legislativo de Várzea Grande também tieve contra si mandado expedido pelo Poder Judiciário. No total, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços relacionados aos investigados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Reprodução
Alex e Ilde participaram de uma confraternização às vésperas da eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande
Os agentes do Gaeco investigam o possível cometimento de crimes no processo que resultou na reeleição, em 14 de maio, do vereador Wanderley Cerqueira (MDB), para comandar o Legislativo de Várzea Grande. O pleito acabou anulado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e, até o momento, não há data marcada para que a escolha seja refeita. Na ocasião, Cerqueira foi eleito com 12 dos 23 votos.
A apuração, que corre sob sigilo, apura irregularidades cometidas na eleição para a formação da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. Os agentes estiveram na residência do político e apreenderam o telefone celular do vereador. O aparelho, inclusive, foi entregue desbloqueado aos policiais que cumpriram o mandado.
De acordo com a defesa de Ilde, o parlamentar ainda não teve acesso ao processo e, por isso, não pode adiantar nenhuma declaração sobre o mérito da investigação. “De início, cumpre esclarecer que não houve qualquer reserva da parte do vereador que colaborou com o cumprimento do mandado e acompanhou os agentes que não encontraram qualquer elemento relevante que sugira relação com fatos irregulares”, pontuou o advogado Eduardo Mahon.
Veja a íntegra da nota da defesa de Ilde
O vereador Ilde Taques informa à sociedade que, no dia de hoje, recebeu agentes do Gaeco-MT para o cumprimento de mandado de busca e apreensão na sua residência.
De início, cumpre esclarecer que não houve qualquer reserva da parte do vereador que colaborou com o cumprimento do mandado e acompanhou os agentes que não encontraram qualquer elemento relevante que sugira relação com fatos irregulares.
O vereador Ilde Taques ainda não teve acesso ao processo que tramita de forma sigilosa e, portanto, não pode adiantar declarações sobre o mérito das investigações.
Certo de que a sociedade cuiabana e mato-grossense merece respeito por meio de informações públicas e confiáveis, o vereador Ilde Taques coloca-se à inteira disposição das autoridades judiciárias para continuar prestando suas declarações e seguindo normalmente em sua vida parlamentar.
Galeria: Operação Cathedra Venalis
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