O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta terça-feira (20) a Operação Cathedra Venalis. Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços relacionados aos investigados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Ao total, pelo menos 15 vereadores - de Várzea Grande e de Cuiabá - são alvos
Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. São eles:
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Cilcinho (PV);
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Braz Jaciro (PSDB);
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Alessandro Moreira (MDB);
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Kleberton Feitoza (PSB);
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Enfermeiro Emerson (PP);
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Dr. Miguel Júnior (Cidadania);
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Wender Madureira (Republicanos);
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Lucélia Oliveira (Agir);
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Gisa Barros (Podemos);
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Wanderley Cerqueira (MDB);
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Raul Curvo (Republicanos);
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Sargento Galibert (MDB);
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Rogerinho Dakar (PDSB);
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Ilde Taques (Podemos) - Cuiabá
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Alex Rodrigues (Podemos) - Cuiabá
Também foram alvos a diretora financeira da Câmara e um secretário legislativo. A apuração tem como foco possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. As medidas judiciais visam reunir novos elementos de prova para o aprofundamento dos trabalhos conduzidos pelo Gaeco, que investiga a possível atuação de uma organização criminosa em crimes contra a Administração Pública.
As diligências decorrem de apuração sobre a atuação estruturada de um grupo que teria se dedicado à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos, práticas de corrupção e outras irregularidades com potencial impacto sobre atividades da administração pública municipal.
Churrasco motivou investigação
A investigação do Gaeco começou após um churrasco organizado em maio deste ano pelo vereador Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Mesa Diretora no biênio 2025-2026 e que tenta reeleição para o biênio 2027-2028.
Na época, foi tirada uma foto que mostra Wanderley e os vereadores Kleberton Feitoza (PSB), Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Enfermeiro Emerson (PP), Dr. Miguel Júnior (Cidadania), Wender Madureira (Republicanos), Gisa Barros (Podemos), Wanderley Cerqueira (MDB), Lucélia Oliveira (Agir), Sargento Galibert (MDB) e Raul Curvo (Republicanos).
Horas após a divulgação da imagem, uma denúncia anônima foi feita ao Gaeco e denunciava os parlamentares por supostamente cometer crimes de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção, cárcere privado e entre outros. O Blog do Romilson publicou que Wanderley cooptou 12 dos 23 parlamentares para ser reeleito presidente da Mesa e os deixou “confinados” na chácara. Eles só saíram de lá no dia da eleição, realizada em 14 de maio.
À época, Wanderley saiu vitorioso, mas eleição foi cancelada por decisão do Supremo por desrespeito ao marco temporal estabelecido para esse tipo de definição.
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