Homem é preso após assediar GM: Não é crime incomodar a guarda
Após a prisão, a Guarda Municipal emitiu uma nota de repúdio sobre a situação
Um homem de 37 anos, que não teve a identidade revelada, foi preso, na manhã deste sábado (17), por importunação sexual contra uma guarda municipal mulher, em Várzea Grande. Ele também foi autuado por desacato e desobediência ao negar se afastar da vítima e chamar outro os agentes de “burros”.
De acordo com a Guarda Municipal, o homem se aproximou da agente e passou a dirigir-lhe comentários de cunho pessoal, elogiando sua aparência e solicitando seu número de telefone. A agente respondeu de forma clara que não tinha interesse em interagir com o homem e, mesmo após a negativa, o suspeito insistiu, reiteradamente, passando a proferir palavras de cunho sexual, o que causou constrangimento à guarda municipal e de imediato, diante da situação, os demais integrantes da guarnição intervieram, orientando o suspeito a cessar as falas e respeitar a agente pública.
GMVG
No entanto, o indivíduo afirmou que “não era crime incomodar a guarda”, reiterando os comentários com teor sexual. Na sequência, os agentes determinaram que o homem se retirasse do local para evitar o agravamento da situação. O suspeito recusou-se a obedecer à ordem legal, passou a se exaltar e proferiu xingamentos contra os guardas, chamando-os de “burros” e fazendo acusações infundadas.
Com a conduta alterada, o indivíduo passou a causar tumulto na rua, na presença de diversos participantes do evento religioso que ocorria próximo ao local, comprometendo a ordem e a tranquilidade da área.
Ainda segundo a GM, diante da resistência, desobediência e continuidade das ofensas, foi necessário conter o homem e algemá-lo, para garantir a segurança de todos.
O suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes, e o caso foi apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis. Por meio de nota, a Guarda Municipal de Várzea Grande manifestou repúdio sobre a situação.
“Nenhuma mulher deve ser constrangida ou violentada, especialmente no exercício de sua função pública. O respeito à dignidade feminina é um dever de toda a sociedade e uma obrigação legal. Reafirmamos nosso compromisso com a proteção das mulheres e com o enfrentamento firme a toda forma de violência de gênero. Violência contra a mulher é crime. Respeito é dever”, diz trecho da nota.