Cuiabá, 01/11/2026

IML não libera documento de morte de soldado por falta de assinatura

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  Família e amigos de Rodrigo Claro se mobilizam para protestar por justiça no caso do aluno

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) que apontou que a causa da morte do soldado aluno Rodrigo Claro, de 21 anos, ficou pronto na última terça (13), mas ainda não pode ser entregue para a família, pois não foi assinado. Isso porque o convênio com a empresa que redige a assinatura digital venceu em agosto, e segundo o médico relatou para a família, não há previsão para a entrega do documento.

Para a mãe do Rodrigo, Jane Claro, a situação é inadmissível, visto que a situação faz com que todo o processo tende a demorar muito mais. “Como é que podemos confiar no resultado de um órgão que está sucateado”, reclama.

Conforme a reportagem já havia adiantado, a morte não foi ocasionada por uma doença pré-existente e nem por conta do treinamento realizado na Lagoa Trevisan. A informação foi dada ao #rdnews pelo secretário estadual de Segurança Publica, Rogers Jarbas. “O exame pericial mostrou que ele, de fato, não tinha uma doença, mas também não foi capaz de vincular o acidente vascular cerebral a qualquer tipo de conduta externa. O laudo manteve a dúvida”, explicou.

A mãe do soldado afirma que nunca teve dúvida sobre o estado de saúde do filho. Com posse de todo o prontuário, ela mostra que Rodrigo passou mal subitamente. “Este resultado mostra que meu filho passou mal, foi durante os treinamentos”.

Pelo menos 17 pessoas já foram ouvidas pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros, entre elas os pais de Rodrigo, os três alunos que o tiraram da água, e a tenente Izadora Ledur. A previsão era de que o inquérito policial fosse concluído hoje (20), mas o prazo foi prorrogado. Já a investigação paralela da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deve ser concluída até fevereiro.

Manifesto

Amigos e familiares de Rodrigo vão realizar, nesta quarta (21), um protesto cobrando um posicionamento do governo e justiça sobre o caso. O ato está programado para acontecer na Praça Ipiranga às 17h.

Oitivas

A tenente Izadora Ledur de Souza e o tenente coronel Revelis negaram, durante oitivas, que tenham ocorrido perseguições durante o curso de formação do Corpo de Bombeiros. Disseram ainda que Rodrigo estava muito bem quando chegou ao treinamento. Rodrigo, entretanto, passou mal, foi levado ao hospital, onde entrou em coma e não resistiu.

Segundo o depoimento dos oficiais, não ocorreram também os populares “caldos”. Garantem que todo o treinamento ocorreu de forma “normal” e “tranquila”.

Outro lado

O #rdnews entrou em contato com a assessoria do IML, que confirmou a situação e afirmou que produziria uma nota. Mas até o fim desta publicação a resposta não foi enviada.

Às 20h - IML diz resolver questão

Em nota, o IML explica que já foi feita a assinatura do contrato com a empresa que disponibiliza o serviço. Assim, agora, estão aguardando somente a entrega dos tokens para regularizar a situação.

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    Registro médico feito no dia em Rodrigo Claro faleceu, em 16 de novembro, e mostra que causa da morte foi repentina. IML, contudo, ainda não dilvugou o laudo