Cuiabá, 22/09/2026

Líderes de facção, Marreta e Petróleo são alvos da operação Assepsia - conheça

Petróleo, segundo a Polícia Civil, comandava o crime organizado nas cidades de Lucas do Rio Verde e em Sorriso

Apontados como principais líderes do Comando Vermelho (CV) Paulo Cesar da Silva, o Petróleo, e Luciano Mariano da Silva, o Marreta, tiveram a prisão preventiva decretada durante a Operação Assepsia, deflagrada na manhã desta terça (18) pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Ambos dividiam cela e seriam beneficiados pela entrada ilegal de aparelhos celulares no presídio.

Além deles, também foram parar na cadeia o diretor da Penitenciária Central do Estado (PCE), Revétrio Francisco da Costa, o sub-diretor Reginaldo Alves dos Santos, conhecido  como Peixe, e três policiais militares, sendo dois da Rotam - sub-tenente Ricardo e o cabo Denizel -, e o tenente Ferreira, lotado no 3º Batalhão.

Petróleo foi preso em 29 de junho em Sorriso ( a 420 km de Cuiabá) durante a continuidade da Operação Segregare, por ser um dos mandantes de ataques contra três casas de agentes penitenciários e à sede do sindicato da categoria. Na época, a Polícia Civil executou um intenso serviço de monitoramento até prender Petróleo. Investigações apontaram que ele comandava os crimes em Sinop e Lucas do Rio Verde.

Quando foi preso, havia sido solto recentemente, após cumprir pena por tráfico de drogas e homicídio, - ele foi identificado como uma das pessoas envolvidas na morte do detento Alesson Alex de Souza. Ao voltar para a cadeia, Petróleo residia em uma casa alugada em Sorriso, em um bairro nobre, e planejava fazer uma festa íntima com a participação de mulheres e supostos envolvidos na facção.

Ele possui altíssima liderança, responsável por avaliar fatos, analisar reivindicações e desentendimentos dentro da Penitenciária Central do Estado, e depois passa para o “Conselho Final”.

 Marreta

Marreta é apontado como líder do CV e de uma quadrilha especializada em roubo de carros

Já Marreta tem a liderança fidelizada no CV e também de uma quadrilha especializada em roubo de veículos usados para comprar drogas. Ele foi condenado a 15 anos de prisão em 2017 pela juíza Renata do Carmo Evaristo, da 9º Vara Criminal.

Mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), Luciano comandava a sua equipe de criminosos, que são de quatro estados brasileiros: Rondônia, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul através de um grupo de WhatsApp.

Além da condenação de Marreta, a sua esposa Natália Cristina Xavier da Mota e Albuquerque também recebeu sua sentença de oito anos de reclusão no regime semiaberto, porém cabe recurso ela deve aguardadar em liberdade. 

Natália foi presa no bairro  Cidade Alta, em Cuiabá, com  porções de substância análoga à cocaína (cerca de 250 gramas), além de itens utilizados para a preparação da droga, como ácido bórico, éter e balança de precisão. Além disto, sua casa, segundo as investigações, servia para receber veículos roubados pela quadrilha de Luciano.

Operação

Ao longo das investigações, a Polícia Civil conseguiu comprovar que no, mesmo dia, duas horas antes do freezer ser interceptado, os três militares e os diretores da unidade, participaram de uma reunião a portas fechadas com o preso, líder da organização criminosa, por mais de uma hora, dentro da sala da direção. "Toda a dinâmica dos fatos foi registrada pelas imagens da unidade prisional”, aponta o relatório da investigação.

No decorrer da apuração, ficou constado ainda que o veículo utilizado para a entrega do freezer, na unidade, pertence a outro reeducando, que também é considerado uma das lideranças da mesma facção. Esse reeducando divide cela com o destinatário do equipamento.

Além das prisões preventivas dos servidores públicos e dos líderes da facção criminosa, serão cumpridas medidas de busca e apreensão nas dependências da Penitenciária Central do Estado.