Polícia apreende Jaguar, jet ski, armas e dinheiro com grupo suspeito lavar milhões
Mandados são cumpridos em Cuiabá, Chapada dos Guimarães, São José dos Quatro Marcos e Maceió (AL).
PJC
A Polícia Civil apreendeu uma SUV Jaguar E-Pace 250, avaliada em mais de R$ 444 mil, uma caminhonete Toyota Hilux, um jet ski, várias armas e dinheiro em espécie com supostos membros de uma organização criminosa durante a Operação Apito Final, deflagrada nesta terça-feira (02).
Conforme já publicado pelo #rdnews, os integrantes do grupo são suspeitos de lavagem de capitais, que que teria movimentado cerca de R$ 65 milhões.
De acordo com a assessoria da polícia, são cumpridos 25 mandados de prisão e 29 de buscas e apreensão, além da indisponibilidade de 33 imóveis, sequestro de 45 veículos e bloqueio de 25 contas bancárias dos alvos investigados.
Os mandados judiciais foram deferidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Capital e são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, São José dos Quatro Marcos e Maceió (AL).
Entre os presos, está um advogado. O mandado de prisão foi cumprido em Maceió, no estado de Alagoas, para onde ele foi para auxiliar na defesa de quatro integrantes da facção presos na semana passada durante um torneio de futebol.
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Entre os quatro presos da última sexta-feira (29) está Paulo Witer Farias Paelo, que é apontado como o cabeça por trás do tráfico de drogas dentro e fora de unidades prisionais em Cuiabá. Além dele, foram presos em Maceió Alex Júnior Santos de Alencar, Andrew Nickolas Marques dos Santos e Tayrone Junior Fernandes de Souza.
A investigação da GCCO, realizada ao longo de dois anos, apontou que o alvo principal, posto recentemente em liberdade, utilizava diversas pessoas - entre amigos, familiares e advogados que atuam como ‘laranjas’ - para adquirir imóveis, comprar e vender de carros e atuar na locação de veículos com o dinheiro das práticas criminosas.
O esquema criminoso investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) faz parte do planejamento operacional da Polícia Civil na identificação e descapitalização do patrimônio adquirido por integrantes de uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso.
Movimentação de R$ 65 milhões
Com foco em uma investigação qualificada, que reuniu centenas de elementos informativos, relatórios e imagens, a GCCO revelou um grande esquema de lavagem de dinheiro que chegou a movimentar R$ 65,9 milhões no período apurado.
A investigação teve início após a unidade especializada apurar que o principal alvo da operação e responsável pelo tráfico de drogas na região do Jardim Florianópolis, depois que deixou a prisão na Capital, se tornou tesoureiro da facção criminosa. Liderando o grupo, ele adquiriu inúmeros bens imóveis e veículos com valores adquiridos com as práticas criminosas. O dinheiro era movimentado em contas bancárias e, posteriormente, convertido em ativos lícitos para dissimular e ocultar a origem ilícita dos valores.
Além da vultosa movimentação bancária, a investigação da Polícia Civil identificou a aquisição de inúmeros terrenos, casas e apartamentos, muitos em condomínios de classe média na capital, todos adquiridos em nome de “testas de ferro”, mas diretamente vinculados com o alvo principal da investigação. Também foram descobertas as aquisições de veículos com a utilização de garagens na compra e venda, como forma de dissimular a posse e propriedade dos automóveis.