Cuiabá, 23/09/2026

Polícia Civil abre inquérito para investigar Paccola após morte de agente em Cuiabá

Parlamentar atirou e matou agente do sistema socioeducativo na noite dessa sexta

A Polícia Civil divulgou, por meio de nota, que vai instaurar inquérito policial, após o vereador tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos) atirar e matar o agente do sistema socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, na noite de sexta (1), em Cuiabá.

Conforme a nota, após o crime, o vereador, que também é policial militar, se apresentou espontaneamente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Os policiais foram acionados após o vereador atirar e matar o agente.

De acordo com o boletim de ocorrência, Paccola afirmou aos policiais que estava no congestionamento, atrás do restaurante Choppão. Em dado momento, uma pessoa passou e disse que tinha um homem armado à frente e que ele estaria ameaçando uma mulher.

O vereador então desceu do carro e disse que viu o agente discutindo com uma mulher. Em seguida, observou que o homem estava com uma arma em punho.

Ele relatou que pediu para Alexandre largar a arma no chão, mas ele negou. Paccola então atirou contra o agente.

Em nota à imprensa, o vereador alegou que agiu no "dever de proteger". A namorada do agente, Janaina Sá, nega a versão apresentada pelo parlamentar e diz que Alexandre não estava com a arma em mãos. Câmeras de segurança da região flagraram os minutos que anteceram a confusão.

Leia a nota da Polícia Civil na íntegra:

"A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, foi acionada para atender a ocorrência atrás do Restaurante Choppão. No local a vítima estava em óbito no meio da rua na posição decúbito dorsal. A vítima usava bermuda listrada e camiseta escura.

A Perícia também esteve no local para os trabalhos periciais. Informações iniciais apontam como autor dos disparos o Tenente-coronel da PM Paccola.

Diligências preliminares foram realizadas no local dos fatos, sendo realizada perícias e levantamos, seguida de depoimentos de testemunhas e do interrogatório do militar Paccola, o qual se apresentou espontaneamente na DHPP.

Ao final dos depoimentos às autoridades policiais deliberaram por instaurar inquérito policial e aprofundar as investigações."