Cuiabá, 20/09/2026

Polícia Civil indicia padre por 3 crimes sexuais e pede o retorno para prisão

Inquérito concluiu por indiciamento por crimes de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual

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Polícia indicia padre Nelson Koch por estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual

padre Nelson Koch foi indiciado pela Polícia Civil de Sinop ( a 500 km de Cuiabá) por abusos sexuais e estupro contra crianças e adolescente. Conforme o delegado titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso (DEDMCAI), Sérgio Ribeiro, o inquérito já foi concluído e com provas suficientes para o indiciamento. No total,  nove pessoas foram ouvidas, sendo que cinco  eram vítimas. 

O inquérito concluiu pelo indiciamento do sacerdote pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual de adolescentes. Nas investigações,  a Polícia Civil  ouviu nove pessoas, que foram coerentes com as denúncias das vítimas.  A DEDMCAI ainda pede que o padre volte a ser preso.

No dia 21 de fevereiro,  o padre conseguiu habeas corpus (HC). A decisão foi do desembargador plantonista Marcos Machado, que deferiu o HC impetrado pela defesa do pároco. O advogado do padre, Márcio de Deus, disse que ainda não foi notificado sobre a conclusão inquérito policial e que irá se manifestar sobre o indiciamento depois de ter acesso aos autos da investigação.

No parecer, o magistrado alterou a custódia preventiva do suspeito por medidas cautelares. Entre elas, o comparecimento periódico em juízo em prazos e condições estabelecidas pela Justiça, a proibição de aproximação das supostas vítimas, seus familiares e testemunhas  até uma distância de 1 quilômetro, bem como a proibição de mudança de endereço ou cidade sem comunicação prévia.

“Por efeito, comunique-se, com urgência, o Juízo singular ou plantonista para expedir o alvará de soltura, mediante Termo de Compromisso específico sobre as medidas cautelares impostas, imediatamente”, determina o desembargador.

A prisão

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Inquérito foi concluído pelo delegado  Sérgio Ribeiro, que ainda  pediu a prisão do indiciado 

A prisão do suspeito foi deferida pela 2ª Vara Criminal de Sinop, após representação da Polícia Civil, e parecer favorável do Ministério Público,  com base em fatos apurados que apontam para supostos atos praticados pelo religioso.

 O pedido estava fundamentado na manutenção da ordem pública sob alegação de que as vítimas teriam   demonstrado temor devido a suspostas ameaças feitas pelo sacerdote de "causar mal a familiares", caso o crime viesse à tona, destacando que o padre era pessoa de "grande influência" na cidade. 

As alegações são de que o suspeito teria abusado de vítimas entre 7 e 15 anos, “por diversas vezes”, “aproveitando-se da relação de confiança inerente à posição de “sacerdote” na Igreja São Cristóvão, na qual os adolescentes trabalhavam como menor aprendiz.

Por meio de nota, emitida no dia da prisão, a Diocese do Sagrado Coração de Jesus de Sinop, informou que o sarcerdote tendo conhecimento da denúncia,  ficou "muito triste" e disse não ter interesse em constranger a igreja e o bispo. Por isso,  entregou o cargo e os trabalhos oficiais.