Cuiabá, 29/10/2026

Sérgio Ricardo foi preso suspeito de irregularidades na gestão de contratos 

Além de Sérgio Ricardo, outras cinco pessoas também foram presas preventivamente

O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, foi preso nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal durante a Operação Tomada de Contas por suspeita de irregularidades na gestão de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores da corte.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Além de Sérgio Ricardo, outras cinco pessoas também foram presas preventivamente. A PF ainda cumpre 26 mandados de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens, autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). José Carlos Novelli foi alvo de busca e apreensão.

Conforme a PF, a investigação apura indícios de utilização da suspensão de contratos administrativos como mecanismo de pressão sobre fornecedores e de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.

Também são investigadas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie, com possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Nesta quinta, 180 policiais federais foram às ruas para cumprir os mandados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Outro lado

O advogado Fernando Márcio Vareiro, que integra a defesa de Sérgio Ricardo, informou ao #rdnews que os advogados ainda buscam acesso ao conteúdo completo da investigação da Operação Tomada de Contas e, por isso, não têm posicionamento oficial sobre o caso. Segundo ele, o advogado Saulo Gahyva ficará à frente da defesa do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

Responsável pela defesa de Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, o advogado Vinicius Segatto também afirmou que precisa conhecer o teor da investigação antes de se manifestar.

As defesas dos demais alvos também foram procuradas, mas não responderam até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para manifestações.