Suposta mandante de execução de advogado deixa a prisão; veja vídeo
Empresária Maria Angélica foi presa no dia 20 de dezembro; ela deverá usar tornozeleira eletrônica
A empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, suspeita de ser a mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá, deixou a prisão no final da tarde desta sexta-feira (19), após determinação do juiz João Bosco Soares da Silva, do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá. Vídeo mostra a investigada saindo da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May ao lado do seu advogado.
Ao sair da unidade prisional, ela escolheu não esconder o rosto, mas não conversou com a imprensa. Segundo o seu advogado, a família ainda está decidindo se ela retorna para Minas Gerais ou segue em Mato Grosso.
A investigada foi presa no dia 20 de dezembro em Patos de Minas (MG) e foi transferida para Mato Grosso. Maria Angélica figura em vários processos que tratam de disputa por terras em Ribeirão Cascalheira (a 772 km de Cuiabá), sendo que, em pelo menos três deles, Zampieri aparece no pólo contrário como advogado.
A revogação da prisão foi determinada nesta sexta em resposta ao pedido do Ministério Público Estadual, que pediu prorrogação da prisão temporária da investigada. O magistrado acolheu parcialmente a solicitação, determinando medidas cautelares, mas negou a continuidade da prisão provisória, soltando Maria Angélica, que deverá usar tornozeleira eletrônica.
Segundo a decisão, não há elementos que comprovem a necessidade prorrogação da prisão temporária. Maria Angélica não pode mudar de residência sem autorização do Juízo e deve comparecer a todos as intimações. O juiz também suspendeu o passaporte da investigada e o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) dela.
A suspeita não foi reconhecida pelo executor do crime durante depoimento à Polícia. Ao ser ouvido, o suspeito Antônio Gomes da Silva confessou o crime e relatou como teria acontecido. Ele citou os nomes de Hedilerson Barbosa, o suposto intermediador, e do coronel da Reserva do Exército Brasileiro Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, que nas investigações aparece como financiador do crime. No entanto, disse não saber quem seria o mandante.
Prisões
Antônio Gomes da Silva foi preso em 20 de dezembro em Santa Luzia, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na mesma data foi detida no estado mineiro a empresária e farmacêutica Maria Angélica Caixeta Gontijo. Dois dias depois, a polícia prendeu Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado como intermediador. Já o coronel Etevaldo Caçadini, suposto financiador do crime, foi preso no dia 15 de janeiro.