A empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, apontada como suposta mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri, não foi reconhecida pelo executor da vítima durante depoimento à Polícia. Ao ser ouvido, o suspeito Antônio Gomes da Silva confessou o crime e relatou como teria acontecido. Ele citou os nomes de Hedilerson Barbosa, o suposto intermediador, e do coronel da Reserva do Exército Brasileiro Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, que nas investigações aparece como financiador do crime. No entanto, disse não saber quem seria o mandante.
Antônio teria sido contratado por Hedilerson Barbosa, de 53 anos, por R$ 40 mil. "Ele [Barbosa] não deixou claro quem seria o contratante dele, não falou nome, só deixou claro que era por disputa de terra, que [o Roberto Zampieri] já tinha tomado uma [propriedade] e estava para tomar outra do irmão dessa pessoa", informou Antônio, que explicou que seriam dois fazendeiros diferentes.
Maria Angélica foi solta nesta sexta-feira (19) após decisão da Justiça. Questionado se ele conhecia Maria Angélica e se sabia se ela seria dona da fazenda, Antônio negou e disse que não sabia o nome, pois a conversa dele era diretamente com Barbosa, que recebia as ordens do suposto financiador do crime, o coronel da reserva.
Questionado se ele conhecia o marido de Angélica, Wigney da Cruz Vieira, o suposto executor também negou. "Não conheço também não. O meu conhecimento é do coronel, e não tenho telefone dele. A informação que era passada para mim era dele [coronel] para o Barbosa", afirmou.
Prisões
Antônio Gomes da Silva foi preso em 20 de dezembro em Santa Luzia, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na mesma data foi detida no estado mineiro a empresária e farmacêutica Maria Angélica Caixeta Gontijo. Dois dias depois, a polícia prendeu Hedilerson Fialho Martins Barbosa. Já o coronel Etevaldo Caçadini foi preso no dia 15 de janeiro.
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