Cuiabá, 29/09/2026

Suposto líder do CV e mais 4 são transferidos de AL para a PCE em Cuiabá

Recambiamento de presos em operação se deu por suposta facilidade de acesso a aparelhos celulares dentro das prisões em Alagoas

Apontado como tesoureiro do Comando Vermelho, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como “W.T”, e o advogado Jonas Cândido da Silva, além de outros três presos - identificados como Alex Júnior Santos de Alencar, Andrew Nickolas Marques dos Santos e Tayrone Junior Fernandes de Souza - foram transferidos para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, nesse domingo (14). Eles foram presos em Maceió (AL), durante a Operação Apito Final, deflagrada no início deste mês, suspeitos de lavagem de dinheiro de tráfico de drogas do CV.

Informações preliminares apontam que todos foram transferidos devido à suposta facilidade de acesso a aparelhos celulares dentro das prisões em Alagoas. Em Mato Grosso, eles devem ficar mais isolados das influências de poder no estado nordestino.

Reprodução

Sobre o recambiamento, o governador Mauro Mendes (União) assegurou, nesta segunda (15), que o Estado se dispõe no que for preciso para ajudar no curso das investigações.

"Todo esforço que é me trazido, em termos de alternativa, e que cabe dentro do bolso do Estado, eu tenho autorizado. É um absurdo isso. [Se] o cara está dentro da cadeia, preso cometendo um crime, não pode ser um colônia de férias ou um local de trabalho para continuar praticando crime", afirmou.

Operação Apito Final

Deflagrada no dia 2 de abril, a Operação Apito Final é resultado de dois anos de investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado, com objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro criado por integrantes de uma organização criminosa, em Cuiabá.

Conforme as investigações, conduzidas pelos delegados Gustavo Belão, Rafael Scatolon e Frederico Murta, após deixar a prisão, em outubro de 2021, o investigado Paulo Witer, que já integrava a facção criminosa, se tornou tesoureiro do grupo e passou a movimentar cifra milionária por meio de diversos esquemas de compra e venda de imóveis e veículos, além de um time de futebol amador para dissimular e ocultar a origem ilícita dos valores. 

Apenas no período apurado, a movimentação alcançou, pelo menos, R$ 65,9 milhões.