Candidato comete gafes e não sorri em discurso
Mendes confunde Lutero Ponce com um ex-prefeito de Rondonópolis; sem jingle, coordenação toca a música da campanha de Maggi de 2002
Em seu primeiro discurso como candidato oficial do PR à Prefeitura de Cuiabá, neste domingo à noite, Mauro Mendes foi cauteloso, enfatizou várias vezes a expressão "lealdade", não sorriu durante o pronunciamento de 15 minutos e acabou cometendo gafes, mesmo com um papel a sua frente com a listagem das autoridades presentes. Na falta do jingle de campanha, a organização da convenção mandou tocar a letra "Tá na Palma da Mão", da campanha do hoje governador Blairo Maggi, quando este disputou a primeira eleição para o Palácio Paiaguás, há 6 anos.
Mendes observou um homem à mesa, de chapéu, e o chamou de Luthero Lopes. Em verdade, tratava-se do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Lutero Ponce, do PMDB, um dos partidos que compõem o arco de alianças. Ex-PP, Ponce era aliado de carteirinha do prefeito Wilson Santos (PSDB) e hoje está nos braços de Mendes.
Na fase dos agradecimentos, após cumprimentar os populares presentes, em meio a uma batucada de um grupo trajando camisetas do PR, Mauro Mendes emendou: "(...) E quero agradecer também o Luthero Lopes". Minutos depois, Mendes fez a corrida. Lutero Lopes foi engenheiro e prefeito de Rondonópolis. Com seu nome foi batizado o único estádio de futebol do município.
Verinha não foi à convenção do PR. Mandou o marido Afrânio. Outros petistas se fizeram presentes, como Vilson Aguiar, presidente do diretório municipal, e Jairo Rocha, secretário-geral da Executiva estadual, além do deputado estadual Alexandre Cesar.
Outro que também sonhava em ser candidato a prefeito mas se viu obrigado a adiar o sonho outro vez é Carlos Brito, ex-deputado e ex-secretário da Casa Civil e de Justiça e Segurança Pública do governo Maggi. Brito estava nos bastidores. Ele é um dos coordenadores da campanha de Mendes. O secretário-chefe da Casa Civil, major Eumar Novacki, fez parte da mesa de autoridades e ficou atento a tudo como um militar vigilante.
Secretário Novacki, deputado Cesar e Pagot, diretor do Dnit