Saúde deve ser área de amplo investimento, diz Lafetá
Lafetá afirmou ainda que a viagem foi de grande utilidade, pois a comitiva pôde perceber o quanto deverá se empenhar para cumprir todo o cronograma de exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa). "O trabalho será intenso", confirmou o médico que além de acompanhar as visitas na África, foi também como médico particular do prefeito de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), e da primeira-dama do Estado, Terezinha Maggi. Ciente de que a situação da saúde na Capital é caótica, o cardiologista acredita que as melhorias na área deverão ser feitas em todo o Estado. "Atualmente, a situação da saúde em Cuiabá é complicada. Os hospitais não suportam a demanda. Para o Mundial, temos que pensar não apenas em atender a população cuiabana, mas também todo o Estado e principalmente os turistas".
Segundo o médico, a viagem também serviu para a comitiva perceber outros pontos cruciais, como os atendimentos médicos dentro dos estádios. "Temos que pensar que não são só hospitais. Temos profissionais do esporte, torcedores e outras pessoas nos arredores dos estádios. O atendimento médico dentro destes lugares deve ser outro ponto que devemos investir", afirmou o médico que já pensa na estrutura médica dentro dos estádios, como resgates de helicóptero, ambulância e aquisição de desfibriladores, aparelhos utilizados para restabelecer ou reorganizar o ritmo cardíaco de uma pessoa que sofre uma parada cardiorrespiratória.
Não poupando elogios à atitude do governador Maggi, em levar uma comitiva até à África do Sul, o cardiologista acredita que não basta apenas o esforço do governo, prefeituras e empresas em geral, mas a população deve participar das ações e projetos que serão realizados para a Copa de 2014. "O povo deve participar da Copa ativamente de todos os processos e projetos para o Mundial". (Lisânia Ghisi)