Desde 2006
Romilson Dourado
Romilson Dourado é jornalista há mais de 20 anos. Escreve neste blog desde 2006. Formado em Letras e em Comunicação Social.
Foi professor. Trabalhou como repórter, editor e apresentador de TV. Neste Blog, acompanha e comenta os bastidores da política, com notícias exclusivas, e outros temas relevantes.
Política
Poderes
Bastidores
Negócios
Análise
Opinião
Das cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) criadas nesta legislatura da Assembleia, apenas a das Organizações Sociais de Saúde (OSS) teve o relatório final votado. Outras três - Obras da Copa; Renúncia e Sonegação Fiscal; e dos Frigoríficos - seguem com os relatórios “emperrados”. A quinta CPI, do Ministério Público, em andamento, está travada.
A votação das CPIs em Plenário é importante para dar continuidade às investigações por outros órgãos fiscalizadores, como Ministério Público e Tribunal de Contas.
Para se ter uma ideia, das três CPI com trabalhos concluídos só a dos Frigoríficos está apta a ser votada em Plenário. Curiosamente, a última a ser criada. Já as CPIs da Copa e da Renúncia, que tramitaram por mais de um ano, seguem na mesa da presidência, sob Eduardo Botelho (PSB), “engavetadas”.
Mesmo que Botelho despache os relatórios finais de ambas as CPIs é necessário que membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se reúnam para emitir parecer, para depois seguir para votação dos deputados em Plenário.
A primeira CPI a ser criada foi a das Obras da Copa, em março de 2015, que visou apurar irregularidades nas obras inacabadas. No relatório final, apresentado em outubro do ano passado, foi sugerido o indiciamento de sete agentes políticos, 96 agentes públicos, 16 empresas privadas e sete consórcios de empresas. Além disso, indica a devolução de R$ 541,1 milhões aos cofres públicos.
O deputado Oscar Bezerra (PSB) afirma que os levantamentos e apontamentos de irregularidades ficam prejudicados em razão da não aprovação do relatório final da CPI das Obras da Copa. “Só será encaminhado as autoridades após plenário da Assembleia aprovar. Então um trabalho que custou dinheiro público e tempo, para se decidir colocar na gaveta e esquecer”, criticou o socialista em entrevista à Rádio Mega FM.
Criada no mesmo mês, a CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal aponta que o total de R$ 1,7 bilhão foi sonegado por empresas e cooperativas beneficiadas em programas de incentivos fiscais entre 2011 e 2014, anos de gestão do ex-governador Silval Barbosa. Sob presidência de Zé Carlos do Pátio (hoje prefeito de Rondonópolis) e relatoria de Max Russi (PSB) (hoje secretário de Estado), a documentação final (460 volumes, totalizando 110 mil páginas) será encaminhada para a Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público Federal e MPE e ao Tribunal de Contas do Estado, mas só após votação em plenário. Os trabalhos foram encerrados no fim do ano passado, antes de Pátio deixar a Assembleia.
A CPI das OSS, instaurada em abril de 2015, encontrou 55 irregularidades na gestão da Saúde pelas organizações sociais que atuavam em Mato Grosso. A lista de irregularidades identificadas é extensa. As principais são tráfico de influência, improbidade administrativa, peculato, condescendência criminosa, prevaricação, superfaturamento na aquisição de materiais e contratação de serviços, além de emissão de notas frias. Os trabalhos foram finalizados um ano mais tarde. O deputado Leonardo Albuquerque conduziu os trabalhos da Comissão.
Em março do ano passado, a CPI dos Frigoríficos foi criada para investigar denúncias de cartelização dos frigoríficos. O relatório final aponta que existe o risco de fechamento de mais 14 plantas, além das 28 já paralisadas, em um total de 45 unidades que possuem Selo de Inspeção Federal (SIF). A CPI mais célere de todas durou apenas nove meses, sob o comando do deputado Ondanir Bontolini, o Nininho (PSD).
A CPI do Ministério Público está quase paralisada, uma vez que o cargo de presidente ficou vago com a ida do deputado Max Russi (PSB) para a secretaria estadual de Trabalho e Assistência Social (Setas). Na teoria, o vice-presidente Oscar Berra (PSB) deveria assumir o posto, no entanto, não houve reuniões para acertar os detalhes e os trabalhos não avançaram.
Tentativas
Enquanto o relatório final de três CPIs não são apreciados pelos deputados, há parlamentares que articulam pela criação de outras Comissões. A parlamentar Janaina Riva (PMDB), num primeiro momento, propôs a instauração da CPI do MT Prev, para investigar irregularidades na previdência estadual. No entanto, a base governista retirou as assinaturas e a Comissão naufragou.
Agora, a deputada pede que a Assembleia seja investigada nos últimos 22 anos, acarretando, inclusive, na gestão do seu pai, ex-presidente José Riva. A medida da peemedebista, no entanto, é uma resposta ao governador Pedro Taques, que havia sugerido apurar administrações passadas em resposta a Janaina. A parlamentar desafia Taques a convencer os deputados da base assinarem a CPI.
Deputado sinopense Dilmar Dal Bosco garante o quinto mandato
Dilmar Dal Bosco (União), renova, com votação expressiva, a condição de único porta-voz de Sinop, a capital do Nortão, na Assembleia Legislativa.
Conquistou o quinto mandato com 56.294 votos. Destes, 7.756 foram em Sinop, onde ficou em quarto lugar, atrás do vereador do PSDB Marcus Vinicius (7.773), da ex-primeira-dama do município Scheila Pedroso (8.843) e do mais votado no município, sargento Casarim, com 9.936.
Com exceção de Dilmar, todos os demais candidatos sinopenses foram reprovados nas urnas à AL. A maior surpresa foi Casarin, que obteve 19.823 e ficou na segunda-suplência do Podemos.
O suplente de deputado Adenilson Rocha chegou a 10.152, sendo 6.682 no município, assim como Silvano Amaral, que somou 7.696, sendo 2.816 em Sinop. Os vereadores sinopenses que tentaram vaga na AL obtiveram as seguintes votações: Marcos Vinicius, do PSDB, 8.844; Ademir Debortoli, do Republicanos (3.950) e Hedvaldo Costa, do Novo (3.950).
Assessoria
Ex-secretario estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo
Secretário estadual de Saúde por sete anos do Governo Mauro Mendes, Gilberto Figueiredo viu minguar sua votação para deputado estadual.
Conseguiu apenas 10.803, amargando a quinta suplência do Republicanos.
Gilberto obteve menos da metade dos votos de 2022, quando foi a estadual pelo União e conquistou na época 28.248.
Uma pena, pessoa muito correta e de trabalho prestado. Que Pivetta o reconduza à secretaria de Saúde do Estado..
Esse cara e a vergonha da SAUDE de MT
Esse pegou o BATEAU-MOUCHE de vez........
Merecido não dá população devido os escândalos de corrupção da saúde.
Ex-deputado Zé do Pátio obteve a menor de todas as suas votações à AL
Dos cinco ex-deputados estaduais que tentaram retorno à Assembleia, apenas Ulysses Moraes (Podemos) obteve êxito nas urnas.
Garantiu eleição pelo Podemos com 56.207. Na primeira vitória, em 2018, Ulysses registrou 18.721.
Zé do Pátio, que atuou na AL 20 anos, obteve a menor de todas as suas votações ao Legislativo mato-grossense. Conquistou 15.353, pelo PV, e ficou na primeira-suplência da federação PT/PV/PCdoB.
Mauro Savi (Podemos), que já presidiu a AL, conquistou 15.663; Allan Kardec (Podemos), 15.368; e Gilmar Fabris (PSD), 15.541.
Realmente a disputa por uma das 24 cadeiras na AL MT em 2026 foi duríssima, pois pela Lei Eleitoral do Brasil pelo numero de Habitantes e Eleitores Mato Grosso deveria ter agora 10 Deputados Federais e 30 Estaduais. Mais lamentavelmente o STF por decisão do Ministro FUX para beneficiar o Nordeste e o Rio postergou essa mudança para 2030. Isso prejudicou o Estado que está pouco representado no Congresso Nacional.
imagem gerada por IA
José Riva e as filhas Jéssica e Janaina Riva, derrotadas nas urnas
Está sendo um baque para o clã Riva o fim de três décadas de atuação e de forte influência política em Mato Grosso.
Somente José Riva, ex-prefeito de Juara e deputado por cinco vezes, foram 20 anos ditando as regras na Assembleia Legislativa. Saiu em 2015, mas foi sucedido pela filha Janaina Riva, que encerra neste ano o terceiro mandato e, com a derrota ao Senado, sai da vida pública, ao menos por enquanto.
O que seria um triunfo do Riva nestas eleições, eleição da filha mais velha senadora e da caçula à deputada estadual, virou uma tragédia com a dupla derrota. Queria tudo e ficou sem nada.
Nós Poconeanos sentimos a não eleição do Júlio Campos, que foi um dos mais votados aqui e foi traído pelo povo da VG e Cuiabá. Perdemos um grande padrinho de Poconé no Legislativo de MT, fiquei muito triste. Quem perdeu foi Mato Grosso.
Janaína Riva perder para a arrogância e a estratégia errada de campanha. Ligada a ministros do STF, ela tentou emplacar um discurso de esquerda que não colou, de defensoras das mulheres, que também não colou. Além disso, atacou o Medeiros e a família dele. Atacou tanto pela imprensa que transformou o Medeiros em vítima e obrigou ele a atacar, mas ele foi mais eficiente. Até pq a família Riva e os suplentes possuem muita coisa para ser atacada. Enfim, esse marqueteiro da Janaína tem que ganhar um prêmio de como perder uma eleição. Até a aparência dela estava estranha no vídeo, uma candidata sem alegria…A aliança com o PL também foi um erro pq levou Janaína e Wellington Fagundes para o buraco da derrota. Essa eleição vai entrar para a história da política.
botelho depois que perdeu pra prefeitura de cuiaba só caiu em mdecadencia.....sera que nao e tbem resultado de quem frequanta o tranporte publico?
O Pierre é expert na Malandragem!! Tava no lugar certo, inclusive, penso que ele foi quem trouxe os Suplentes!
Essa derrocada se deve a própria Janaina, acreditando que poderia ser eleita tirando vaga de Mauro Mendes e de Medeiros, talvez ela até poderia ter ganho se tivesse mantido neutra poderia ter recebido fotos da esquerda que foram para o Favaro e Taques, pois a mesma começou a falar mal do Lula e apoiar Flávio, foi iludida pela fala do sogro que nunca ganhou uma eleição para o poder executivo, que foi enterrado politicamente não ganha nem pra vereador em rondonopolis e a Janaina terá que recomeçar
Demorou para o povo acordar, melhor tarde do que nunca.
Aqui em poconé o Botelho iria ser o mais votado, mas o primo dela que tem garimpo de ouro aqui, jogou de tudo na campanha de irmã dela pra deputada estadual e aí que prejudicou o Botelho que vinha e pedia voto pra ela Janaína.
Perdeu bastante Eleições pelo mal atendimento no seu gabinete, e no gabinete só tem Assessores Mentirosos, então está aí a resposta...
Me desculpem mas a escolha de um tal de Pierre, para coordenador de campanha, é pra matar qq razoabilidade, o cara vem de escândalos desde Silval, passando por trajetória de ludibriar o Wellington, foi de lascar!
BOM MESMO SERIA UMA REVIRAVOLTA E O CHEFE DESSE BANDO, MAIOR CORRUPTO DA GALÁXIA FOSSE PRESO POR UNS TRINTA ANOS.
Desses que perderam, o único que agente ouve o povo lamentar e dizer que merecia ter ganhado é o Eduardo Botelho.
Levou também o dinâmico e trabalhador o Botelho para derrota. Tanto verdade que nem a irmã dela consegui elegê-la, teve uma vergonhosa votação, os outros do partido foram cuidar da reeleição deles e o Botelho ficou levando o defendo o nome dela até mais que o dele., tanto que o material gráfico do Botelho foi impresso já com o nome dela. Bobeira de Botelho, com tanto trabalho prestado, com à reeleição garantida e medida que a Janaína foi derretendo, ele foi junto
O Riva se perdeu na ganância! As atitudes do clã durante esta campanha apenas demonstram que a era Riva chega ao fim e chega na hora certa. Riva e Janaina ja deram sua parcela de contribuição, agora chega a hora de aceitar que a política está se renovando! A Janaina que ja era candidata declarada ao senado desde sua reeleição para deputada, teve quatro anos para se planejar, porém deixou a soberba tomar conta de suas ações. Em quatro anos não conseguiu articular um suplente robusto, tanto que lançou o Aluízio apenas para segurar vaga e depois fez aquela lambança com a delegada e os ficha suja. Fora suas pautas que nunca se encaixavam em espectro político algum, por oportunismo, se dizia de direita mas passou o mandato flertando com pautas de esquerda. A Jéssica por sua vez foi mais uma candidatura sem lógica, sempre foi a mais antipática dos Rivas, sem nenhum carisma. Candidatura movida por pura ganância dos pais. Que cada um siga seu rumo e toque sua vida longe da política pois o eleitor demonstrou que não os quer mais.
E o Rdnws ainda fala que foi uma tragédia!!!!! Trgédia nada!!!! Foi uma bençao!!!! Chega desse povo
Não considero o fim da carreira política para os Riva. Opatriarca do clá e a Dep. Janaína tem muita experiência política. A Jéssica, ainda que novata, tende a ser também dotada de conhecimentos suficientes para uma nova arrancada. Eles saberão se reorganizar e retomar a vida pública.
Os sorrisenses Ari Lafin e Mauro Savi, reprovados para deputado estadual
Sorriso, a capital nacional do agronegócio, com cerca de 130 mil habitantes, não conseguiu eleger ninguém para deputado estadual.
De uma lista com 7 pré-candidatos, sobraram dois mais competitivos e foram reprovados nas urnas.
Mesmo apoiado pela máquina tocada pelo prefeito Alei Fernandes e por setores do agronegócio, o ex-prefeito Ari Lafin chegou a 29.404 votos e ficou de segundo-suplente do Republicanos. O ex-deputado Mauro Savi (Podemos) obteve 15.663, amargando a quarta-suplência pelo Podemos.
Os sorrisenses eleitos à AL até hoje, em legislaturas passadas, foram Zé Domingos, Xuxu Dal Molin e o próprio Savi, além do então suplente e que assumiu o posto por alguns meses Leandro Damiani.
Mas para que sete candidatos? Justamente por vaidade de não eleger nenhum. Pontes e Lacerda com 55 mil habitantes, elegeu 02 deputados.
Nossa mãe 02 tranqueiras Deus nos livrou...
ACHO QUE ESTAMOS NA ÉPOCA DA COLHEITA.
Gracas a Deus ,pelo menos desses esses escapamos .
imagem gerada por IA
Ex-prefeito cacerense Túlio Fontes e ex-vereador Marcinho Lacerda obtêm votação pífia
Cidade-pólo de uma região de 22 municípios, que somam mais de 250 mil eleitores, Cáceres não consegue, de novo, eleger representante no Legislativo mato-grossense. Os dois vitoriosos da região moram em Pontes e Lacerda, o deputado reeleito Valmir Moretto (Republicanos) e o ex-prefeito Alcino Barcelos (PL).
Repetindo pleitos anteriores, Cáceres lançou várias candidaturas, todas com votação frustrante.
O ex-prefeito Túlio Fontes (MDB), por exemplo, só chegou a 3.162. O ex-vereador Marcinho Lacerda, também do MDB, obteve 763. Vereadores que tentaram vaga na AL também registraram votação muito aquém do esperado, como Marcos Ribeiro (1.268), Pastorello (5.900), Jerônimo Gonçalves (2.946) e Valdeniria Dutra (3.353).
esses são da turma da velha politica e não perceberam que o povo não quer saber deles, da Eliene, do Claudio Henrique, do Landin, do Leonardo, Isaías Bezerra, Cezare, Professor Domingos, Franco Valério, Marcos Ribeiro, Pastor Junior, Manga Rosa, Magali, Jorge,
tem que fazer matéria da vereadora Magaly que foi candidata a deputada federal e teve 900 mil reais de dinheiro público e teve 2 mil votos. Pra onde foi o dinheiro?
O jurubeba teve mais voto que o marcio lacerda, será que não percebe que mais atrapalha que ajuda.