Quatro dias após integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadirem a fazenda do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP), membros do movimento acendem fogueiras em cima dos trilhos da FerroNorte, que cruza Rondonópolis.
O movimento é em represália ao Estado por benefiar o agronegócio e supostamente fechar os olhos para a diversidade de problemas sociais e ambientais causados pelos transportes ferroviário de carga. “Como os impactos amplamente denunciados pela articulação Justiça nos Trilhos, em relação ao trem da vale”, diz trecho da nota.
Nessa linha, o MST lembra que o governador Pedro Taques (PSDB) debate a expansão da ferrovia, chegando até Lucas do Rio Verde, passando por Cuiabá. “Afirma (Taques) ser este um sonho antigo dos mato-grossenses (desde a década de 1970), apenas se esquece que era um sonho voltado para a melhoria da qualidade do transporte das pessoas, e não cortar o estado com ferrovias para gerar mais riquezas apenas ao agronegócio”, aponta outro trecho.
No entanto, o movimento entende que apenas as obras de infraestrutura com objetivo de melhorar o desenvolvimento do agronegócio tem prioridade em investimentos em detrimento das regiões onde não se consolidou este modelo.
“Em detrimento aos trabalhadores rurais e do serviço público que vem tendo sistematicamente seus direito negados, principalmente aos reajustes salariais, e do uso de cargos públicos, seja no Executivo ou no Legislativo para atuar em benefício próprio, que o MST ocupa hoje os trilhos da ferrovia Ferronorte”.
Na nota, o movimento diz ainda que Blairo Maggi apresentou a licitação da Ferrogrão no valor estimado em R$ 10 bilhões. O MST entende que isso demonstra interesse das principais empresas que fazem negócio com a comercialização de grãos, incluindo a própria Amaggi. Cita também a Cargil, Adm e Bunge.
Ainda conforme o movimento, a Ferronorte e a Ferrogrão integram uma demanda de quatro ferrovias que ampliará o escoamento da soja produzida em Mato Grosso. Para eles isso não significa aumento da arrecadação do Estado.
“Pois o setor que será contemplado com esse investimento é o mesmo setor que nos últimos 17 anos recebeu quase R$ 40 bilhões em isenções. Além de que a justificativa do aumento de trabalho não se viabiliza, já que segundo a Cosan em 12 mil km de ferrovia gera apenas 12 mil empregos". (Com Assessoria)
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deovaldo 27/07/2017
Olha só o estragos que estesanimais estão fazendo, para se ter uma ideia quanto custará para refazer os trilhos danificados pelo fogo..quem irá pagar isso ? temos que investigar melhor esta história
1 comentários