O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP), classifica como “manifesto político” a invasão à sua fazenda, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que é ligado à extrema esquerda e críticos à gestão Temer. Afirma ainda que as negociações serão feitas pela Amaggi. “Amaggi vai estar nas negociações, eu não! Isso é um manifesto político”, disse o ministro ao
.
A fazenda, invadida na manhã desta terça (25), fica às margens da BR-163, a cerca de 25 km de Rondonópolis sentido Campo Grande próximo do terminal da ferrovia Norte Sul.
A Amaggi, por sua vez, se diz preocupada com a integridade física dos 17 colaboradores e familiares que residem na fazenda SM02-B, e está tomando providências. “Paralelamente está buscando os meios legais para restabelecer a ordem em sua unidade produtiva”, consta na nota à imprensa.
Segundo o MST, cerca de mil famílias estão no local e a ação promovida em prol do dia do trabalhador rural, uma jornada nacional de luta pela Reforma Agrária com o lema “corruptos, devolvam nossas terras”.
Ainda de acordo com a nota, a fazenda possui 479,7 hectares e é uma das mais antigas unidades produtivas da Amaggi, com atividades desde a década de 1980, gerando empregos diretos e indiretos e contribuindo para o desenvolvimento da economia local, com respeito ao meio ambiente e atendendo à finalidade socioambiental do imóvel.
Outras invasões
Além de fazenda de Blairo, o movimento ocupa áreas de Coronel Lima (amigo de Temer), em Duartina-SP, e do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, em Barra Mansa, Sul Fluminense. Há também ocupações no Sul e no Nordeste.
Manifestações acontecem no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.
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alexandre 25/07/2017
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