A Associação dos Oficiais da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (ASSOF-MT) emitiu uma nota, nesta quarta-feira (08), contestando a nomeação da sargento Adriana Rodrigues, para o comando da Secretaria do Gabinete Militar pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo a entidade, a designação não atende ao requisito legal que exige a ocupação do cargo por um coronel da ativa do Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM).
Fiel à defesa dos interesses institucionais de seus associados e ao respeito à ordem jurídica vigente, a entidade reafirma que a estrita observância à Lei de Organização Básica é imprescindível para a manutenção da segurança jurídica, da hierarquia e da disciplina
Na nota, a a associação cita a Lei Complementar nº 466/2012, que alterou a Lei Complementar nº 386/2010, e determina que a função deve ser exercida exclusivamente por oficial do último posto da carreira. Para a entidade, trata-se de uma regra obrigatória, sem margem para flexibilização.
“Trata-se de norma de caráter cogente, que vincula a Administração Pública e não admite flexibilizações ou interpretações ampliativas que desbordem de seu conteúdo expresso”, diz trecho da nota.
A ASSOF-MT afirma ainda que o descumprimento da norma fere o princípio da legalidade previsto na Constituição Federal e pode configurar desvio de função. A entidade também aponta possíveis impactos, como insegurança jurídica e prejuízos à hierarquia e à disciplina nas corporações militares.
A associação destaca também que a carreira de oficial possui critérios próprios de ingresso, formação e progressão, definidos em lei, e que o respeito a essas regras é essencial para a organização institucional.
“Fiel à defesa dos interesses institucionais de seus associados e ao respeito à ordem jurídica vigente, a entidade reafirma que a estrita observância à Lei de Organização Básica é imprescindível para a manutenção da segurança jurídica, da hierarquia e da disciplina, bem como para o fortalecimento das carreiras que compõem a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso”, aponta.
ACS-MT sai em defesa de sargento
Conforme publicado pelo
, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso (ACS-PMBM/MT) também divulgou nota pública, porém, em defesa a sargento Adriana, rebatendo críticas quanto à escolha e afirmando que não há violação da hierarquia.
“Lamentamos profundamente que, em vez de celebrar a ascensão de uma praça extremamente competente, alguns setores optem por fomentar um debate que tenta diminuir o valor e a capacidade dos praças”, declara a ACS-MT.
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Marcos Netto dos Reis 12/04/2026
Além do aspecto legal há de se observar a questão da necessidade da experiência profissional que a responsabilidade pelo exercício desse cargo exige. Se fosse um Coronel, homem ou mulher, o gênero não importa - mas a experiência é imprescindível - haverá situações que somente a vivência profissional permite avaliar com maior clareza e seriedade qual decisão tomar. Por mais que tenha cursos e seja preparada há situações que somente a vivência ajuda.
José Wilson Cerqueira Miranda 11/04/2026
e muito triste vê oficiais tentando denegrir a SGT se ele foi nomeada foi por sua capacidade laboral a Damaris e um cargo comissionado o governo indica quem quiser
roberio leite 09/04/2026
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
Xô Mano Rico 09/04/2026
Concordo com a ASSOF realmente extremamente estranho essa nomeação de uma SGT para comandar o gabinete militar do MT kkkk o interessante é qdo for colocar a foto na galeria de ex. chefe do gabinete lá kkkk \"coronel,,,coronel,,,coronel,,, SGT kkkkkkkkkk não bagunça não a segurança pública os militares merecem respeito governador só nesse mexida ai perdeu uns 20mil votos pra mais fica a dica ???????????????
GILBERTO MARTINS 09/04/2026
PODEM CHORAR , O CHORO É LIVRE.
Joaquim Freire 08/04/2026
Raposas hipócritas da associação dos oficiais, que vergonha tentar derrubar a Sgt. Deveria ser motivo de alegria a democratização proposta pelo nosso governador OP, um coronel recebe 40 pila, fora o cargo comissionado, e reclamando por causa dessa nomeação. Deprimente a postura de vocês.
Marcos Monteiro 08/04/2026
Realmente é uma quebra de Hierarquia a nomeação praticada pelo Governador Otáviano Piveta. de uma Sargento para o cargo de Chefe do Gabinete Militar do Governo do Estado de Mato Grosso. A Lei prevê que essa função deve ser ocupada por um Coronel da Policia Militar, oque vem ocorrendo desde essa função foi implantado. Só lembrando alfuns Governos passado : no Governo do Julio Campos, foi o Cel. João Monteiro, no de Carlos Bezerra, foi o Cel Oreste de Oliveira, no de Jaime Campos foi o Cel. António Dalvo de Oliveira, no de Dante de Oliveira foi o Cel. Renato Martins, no Governo Blairo Maggi, o Cel Walter Pereira, no Gov. de Silval Barbosa foi o Cel.António Moraes, no Governo Pedr Taques foi o Cel Airton Siqueira, no Governo Mauro Mendes foi Cel Henrique Souza e depois por ultimo era o Cel Fernando Turbino, agora o cargo ser de um SARGENTO, é a suprema desmoralização dos Oficiais Superiores da nossa briosa Policia Militar deMato Grosso. Menos Governador Piveta, mais respeito a PMMT
Alisson 08/04/2026
Perguntem às pessoas do Palácio quem era essa sargento... e vão descobrir o porquê da sua nomeação. Todo mundo saberá responder !
8 comentários