Carretas têm formado uma fila que chega a 10 km de comprimento para descarregar as cargas no terminal da Rumo Logística, na BR-163, na saída de Rondonópolis (a 222 km de Cuiabá). De acordo com as informações, os caminhoneiros estão com dificuldades para embarcar as mercadorias há quatro dias e não recebem apoio para suas necessidades.
O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte de Rondonópolis e Região (STTRR) afirma que a empresa Rumo não estaria conseguindo fazer o descarregamento de forma que não haja acúmulo de veículos. Segundo a entidade, os dois pátios da empresa já estão lotados, fato que ocasiou o aluguel do pátio do posto de combustível Ursão para abrigo dos veículos.
Com a dificuldade e embarque, as carretas se acumularam e formou-se a longa fila às margens da rodovia - veja o vídeo abaixo:
Os caminhoneiros alegam que estão sem alimentação, higiene e alguns estão com suas famílias. "É um caos total. Esses profissionais estão sem alimentação, sem nem sequer tomar banho, porque estão longe de onde tem estrutura para isso", comentou o membro do STTRR, Afonso Aragão.
Outro lado
Em nota, a Rumo informou que o terminal passou por um manutenção programada, assim como ampliou o estacionamento, a fim de evitar filas. Além disso, a empresa pediu que os caminhoneiros não antecipem a chegada à região do terminal pelo mesmo motivo.
Leia, abaixo, a nota completa:
"A Rumo informa que o Terminal de Rondonópolis (TRO) passou por uma manutenção programada a fim de garantir a melhoria dos serviços prestados e está funcionando normalmente.
Neste início de safra, a Rumo ampliou o estacionamento e contratou uma área a mais, a fim de acomodar os caminhões e evitar filas.
Importante ressaltar que são enviadas mensagens aos caminhoneiros para que cumpram o agendamento e não antecipem a chegada à região do Terminal, justamente para se evitar filas.
A Rumo aproveita para reforçar a mensagem aos caminhoneiros, para que cumpram o agendamento e não cheguem antes do horário ao terminal."
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Reginaldo Campos 30/01/2025
Isso e um desrespeito com os prestadores de serviço , lógico que poderiam suspender os carregamentos com as transportadoras e embarcadores , mas não fizeram né ! Deixa eu adivinhar o motivo .... Será que a falta de armazenamento crítica , e a nova colheita chegando pesaram na decisão de usar os caminhões como armazéns móveis ? Nós fazemos projetos de usinas de etanol de milho e uma das primeiras preocupações é justamente não deixar acontecer esse gargalo e comprometer a vida dos terceiros que prestam o bom serviço . BIOSAF -BIOCOMBUSTÍVEIS SAF do BRASIL nos sigam .
Joana castilho 29/01/2025
Desumano isso tinham que pagarem diária pagam sindicato pra que
Professor 29/01/2025
O Brasil tem muita produção, mas a logística ainda é precária. E os governos só veem formas de taxar e tributar. A começar pelos pedágios. Cadê o atendimento aos motoristas?
FABRICIO 28/01/2025
Mais uma vez a empresa Rumo em Rondonópolis fazendo descaso com o motorista, ja que as descargas sao agendadas e a mesma nao cumpre com o agendamento, ocasionando filas deixando o motorista a deriva em filas quilométricas de ate 2 dias sem nenhum suporte de alimentação e sanitário. A pergunta é, onde estão os governantes que não fazem nada a respeito, que não fiscaliza a forma desumana com que os profissionais motoristas são tratados. Será porque a Rumo gera muitos tributos para o Estado, sendo assim preferem tapar os olhos diante de tal situação.
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