Cidades

Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 11h:20 | Atualizado: 16/07/2019, 12h:33

SEM RECURSOS

Com 6 faturas em atraso, Energisa não dá mais prazo e corta a luz da UFMT - crise

Atualizada às 11h50

Rodinei Crescêncio

Myrian Serra - reitora da UFMT

Reitora Myriam Serra foi a Brasília tentar reverter a situação

A Energisa cortou a energia elétrica do campus de Cuiabá da UFMT na manhã desta terça (16) por volta das 11h30. Por falta de recursos, a instituição não pagou seis faturas, sendo quatro de 2018 e duas de 2019.

A informação foi confirmada para assessoria de imprensa da UFMT. A reportagem também certificou que a luz foi cortada em todos os campi da UFMT.

Conforme apurou o , após blecaute, a reitoria trabalha para resolver impactos emergenciais. Equipe de infra-estrutura avalia quais os maiores riscos, se há perda de material em laboratórios e outras situações que devem ser priorizadas.

O risco de corte já havia e a concessionária deu dois prazos para pagamento. A reitora Myriam Serra foi à Brasília tentar recursos, para evitar danos, mas o caixa continua insuficiente para quitar as faturas. Ela ainda não se manifestou sobre o assunto e hoje está em viagem, a trabalho, para o interior. O vice-reitor coordena as ações nesta manhã.

energisa ufmt

Equipe da concessionária cortando a energia elétrica no campus da UFMT em Sinop

Está prevista uma reunião para esta tarde de negociação entre a UFMT e a Energia. As negociações continuam.

A UFMT sofreu financeiramente com o contigenciamento de recursos anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que caiu como uma bomba nas instituções federais. Vai receber R4 34 mi a menos este ano. De pronto, a instituição vetou viagens suspendeu pesquisas.

Docentes

Os professores receberam a notícia com tristeza. Presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) lamenta que o fato reduza a importância da Universidade. "Isso (o corte de energia) já era previsto, mas em um primeiro momento o sentimento é de perpexidade. É também hora de verificarmos qual é o projeto político em curso e nele como se encontra a universdade pública. Quando se permite o corte, isso significa que a universidade, neste projeto, não tem papel nenhum para sociedade, o que revela muito mais do que descaso", diz Aldi Nestor de Souza, presidente da seção sindical.  "Temos que arregimentar forças para lutar por outro projeto que inclua a universidade".

A UFMT ainda está sob efeito da última greve e por isso não entrou ainda de férias. As aulas, no entanto, podem ser suspensas. Não há informes concretos sobre isso.

Técnicos e alunos

Os servidores técnicos-administrativos e alunos também não se dizem surpreendidos mas preocupados com a principal escola de ensino superior de Mato Grosso. Ambas as categorias vão chamar a base para uma conversa urgente ainda nesta terça, antes de anunciar providências.

O presidente eleito do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Bruno Henrique, ressalta que o alarme imediato é com relação ao Restaurante Universitário. "Precisamos garantir a alimentação, porque muitos não têm dinheiro para pagar fora do campus", diz.

O coordenador geral do Sintuf, Fábio Ramirez, informa que a universidade parou, desde secretaria a laboratórios, assim como serviços de manutenção. "Que absurdo".

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Comentários (25)

  • Iramaio | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 14h35
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    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Ué, cadê os DOUTORES do Departamento de Física da UFMT? Cadê o "Gerador Atômico de Energia"? Cadê a verba investida em mais de 30 anos de "pesquisas" ultratecnológicas? Tem mais é que privatizar mesmo!

  • Maria Alves | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 09h11
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    Se a culpa e de Bolsonaro porque tem conta vencida de 2018? E quem estava no governo era resquício do PT. Acho que houve falha na administração. Por que estava tudo indo as mil maravilhas. Não é mesmo? A E D U C A Ç Ã O era nota M I L L L L L .

  • Edson Ricardo | Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 00h52
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    A UFMT com uma área daquele tamanho e ainda não tem um parque pra produzir energia de.base solar. Altos salários, desperdícios nas salas de aula. Quantas vezes na pós graduação saia apagando luzes e ar condicionado sem ninguém nas salas. Ta faltando civilidade.

  • Jacqueline | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 22h17
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    Má administração....petistas não tem bril ,honestidade para falar a verdade. Desde 2018 devendo... Não houve cortes. Má gestão.....universidade suja,abandonada,infestada de gatos,morcegos,gambá. Uma vergonha! Funcionários fazendo a limpeza sem material adequados. Vergonha...

  • alexandre | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 20h20
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    Receberam 4,5 milhoes na sexta feira para pagar a conta do luz, na terça feira, 2 dias depois, não deram conta de fazer o pagamento, a culpa é do Bolsonaro ?

  • Marco Seba | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 17h56
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    Se a culpa e de Bolsonaro porque tem conta vencida de 2018, acho que houve falha na administração, e o orçamento, foi aprovado e acompanhado pela equipe, la so tem doutores e não consegue administrar e como vao ensinar

  • Marco Seba | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 17h55
    4
    4

    Se a culpa e de Bolsonaro porque tem conta vencida de 2018, acho que houve falha na administração, e o orçamento, foi aprovado e acompanhado pela equipe, la so tem doutores e não consegue administrar e como vao ensinar

  • Aloisio | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 17h50
    6
    2

    Esse entre outros fatos já ocorridos, depõem contra a capacidade da atual administração da Ufmt. Mesmo que joguem parcela da culpa em relação a gestão anterior (que também foi muito ruim), já houve tempo de sanear e contornar alguns problemas, principalmente pagamento de energia elétrica.

  • O ATALAIA | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 15h58
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    5

    A orquestra das universidades relativamente ao contingenciamento de parte das despesas discricionàrias tem o propósito de atribuir culpa ao governo federal, jogando alunos contra o presidente construindo o caos. Essa farsa precisa ser compreendidas pelos estudantes que foram convencidos pela esquerda á promoverem movimentos retumbantes para agitar ocosidadãos.

  • diorgy | Terça-Feira, 16 de Julho de 2019, 15h53
    12
    4

    eu sou a favor da educação pública e acredito na UFMT mas a reitoria foi irresponsável a UFMT tem 1 bilhão por ano não era pra deixar faltar o básico

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