Os comerciantes da região Central de Cuiabá não querem que o BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) passe pelas avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas, como é previsto no projeto atual, temendo um caos maior no comércio local e impactos negativos, como já tem acontecido com os lojistas da Avenida do CPA, prejudicados pelas intervenções. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Júnior Macagnam, uma solicitação foi feita ao Governo do Estado para que o modal não passe por essas duas vias.
“Achamos que não há densidade populacional suficiente nessa região, não há necessidade de causar todo esse tumulto, esse caos no trânsito. Até porque sabemos que o Centro Histórico é tombado e a partir do momento que for fazer uma obra naquela região, entram também as licenças do Ipham, que, na maioria das vezes, têm grandes dificuldade”, citou em entrevista ao RDTV Cast.
O novo modal de transporte coletivo escolhido pelo Governo de Mato Grosso para operar na Capital e em Várzea Grande está com as obras paralisadas, após a decisão de rompimento de contrato por parte do Governo, após descumprimento dos prazos. O atual projeto da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), que estava em execução até este mês contempla um modal com 43 veículos que passarão por 46 estações em diferentes regiões, divididas em duas linhas. Entre essas estações estão as das avenidas Getúlio Vargas e Isaac Póvoas.
No entanto, a CDL espera que a Sinfra aprecie o pedido e altere essa parte da rota. “A própria CS Mobi ia instalar 100 totens no estacionamento rotativo e só foi autorizada a instalar 33 pelo Iphan. Você imagina uma obra subindo a Getúlio Vargas e encontra um artefato, o Ipham embarga a obra. Queremos que o Governo faça a linha do CPA ao aeroporto e a linha faça Centro ao Coxipó, e talvez, para o futuro, depois que estiver funcionando, a população estiver acostumada com o BRT, o BRT venha e suba a Getúlio Vargas e desça a Isaac Póvoas”, disse Júnior.
As obras do BRT já têm causado prejuízos aos comerciantes em Cuiabá na Avenida do CPA. Segundo um levantamento realizado pelo núcleo de inteligência da CDL, a queda no faturamento dos estabelecimentos alcançou 36%. Junior relatou que a situação tem levado muitos empresários a efetuarem demissões e enfrentarem dificuldades para manter seus negócios. Em Várzea Grande, uma grande “novela” aconteceu por anos com as obras do antigo VLT paradas e prejudicando os comerciantes e moradores da região. Com o medo de que a história se repita também no Centro, a CDL já vem pedindo essa mudança.
Quando as obras do BRT foram iniciadas em Várzea Grande, lojistas também se manifestaram contra as intervenções na Avenida Couto Magalhães e o projeto chegou a sofrer mudanças após diálogo. Agora, os comerciantes tentam o mesmo na região Central da Capital. No entanto, eles só terão respostas quando o imbróglio atual do BRT for resolvido e uma nova empresa assumir o contrato, para que as obras sejam retomadas. Enquanto isso, a Sinfra não deve fazer alterações no projeto.
“A gente espera que o governo seja sensível e ajude essas pessoas a saírem dessa. Porque, na realidade, nós entendemos que o BRT é importante para a mobilidade de Cuiabá, mas, ao mesmo tempo, nós não podemos ter essas pessoas prejudicadas por uma obra que, infelizmente, não está dentro do cronograma”, concluiu Júnior.
Veja a entrevista completa:
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Mariazinha 25/02/2025
Europa , Ásia , Rússia , China e todo Leste Europeu andam de V L T !!! Curitiba e o Paraguai de BRT ..... é assim mesmo , uns preferem o lampião , ferro a brasas , geladeira de querosene , abanador , tanque de lavar ,......outros , Luz de Led , Geladeira e Ar Inverter , Máquina de Lavar .......tô no segundo time....
helio 25/02/2025
Tem que acabar com essa palhaçada de BRT as pessoas querem espaço para andar de carro, e não essa porcaria de transporte público
Eugène Terre'Blanche 25/02/2025
Tem gente que morre de medo de ver pobre bem. Tem gente que morre de medo de ver pobre chegando cedo no serviço/casa sem sentir tanto cansaço. Cuiabá nunca será Curitiba. Cuiabá sempre será um atraso total. Curitiba é PRIMEIRO MUNDO. Cuiabá parece uma favela gigante. BRT PRA TODOS.
Elineusa Sandoval 25/02/2025
Recomendo assistir nesse feriado de carnaval o filme da Netflix onde josh duhamell interpreta o personagem principal do filme Bandido. Baseado na biografia não autorizada do imbrochavel, imprestável e inelegível.
Márcio Joel Olochove 25/02/2025
Os comerciantes precisam conhecer as cidades que tem BRT, principalmente Curitiba, onde o transporte público é de excelência e funciona de verdade. Se excluir estas vias será um retrocesso, embora eu concorde que tbm é um certo exagero em relação as pistas exclusivas. Acho que veriam fazer de outra maneira, deixando o asfalto e corrigindo onde houver problemas. Mas tem que ter um transporte universal com qualidade
Lucas 25/02/2025
Tá vendo? Abriu brecha pra uns, vira Moda pra outros. Se mudaram o traçado na Couto Magalhaes em VG, agora o comercio da Getulio também quer...Daqui a pouco, comercio da Fernando Correia também não vai querer..que Zona hein. Se for assim, nem precisa de projeto, faz onde o povo aceitar, virou bagunça mesmo.
Vicente 25/02/2025
Era para ter solicitado exclusão do BRT para Cuiabá inteiro, dinheiro jogado fora.
Joca Lucena 25/02/2025
Já passa ônibus nessas ruas, o BRT é só organizar um pouco melhor. É uma oportunidade única para o comércio do centro da cidade voltar a ser acessível, porque do jeito que está daqui a pouco não vai ter mais ninguém disposto a ir lá, enfrentar perrengue para arrumar vaga em estacionamento e pagar mais caro do que se paga na internet.
Esperidião 25/02/2025
Mais um impasse para atrapalhar o BRT. Os comerciantes, CDL, etc., não foram consultados? Onde está o planejamento? Há projeto? Chego a pensar que não.
Pedro 25/02/2025
Cuiabá e Várzea Grande são cidades que tem compromisso com o atraso. O comércio de rua está morrendo e os jumentos não querem melhorar a infraestrutura de transportes. E MAIS, esses comerciantes em questão não pensam nos trabalhadores que necessitam de transporte digno.
10 comentários