As obras do BRT estão previstas para começar no próximo trimestre de 2023 e devem entregar 135 linhas entre Cuiabá e Várzea Grande. De acordo com o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Rafael Detoni, as entregas serão realizadas separadamente, conforme apresentação do projeto do trecho e aprovação das etapas pela Pasta. A ordem de serviço foi dada pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) nesta segunda (29).
O cronograma de execução do modal prevê que as obras tenham início dentro de seis a 12 meses. Porém, Detoni sinalizou que dentro do prazo mínimo os trabalhos já comecem em Várzea Grande, cidade que ficou com um dos maiores ônus após a paralisação das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em 2012, com uma de suas principais avenidas "rasgada" por um canteiro de obras que registra acidentes com frequência.
A implementação novo modal foi dividida em cinco fases. A primeira engloba Várzea Grande, enquanto as outras se concentram em Cuiabá: na Avenida do CPA, Avenida Fernando Corrêa, região da Prainha e por último no Centro. Com a divisão do projeto em etapas, a empresa responsável pela construção do modal terá que entregar o projeto de cada fase de forma separada. Cada planejamento será analisado e passará para a fase de execução somente após o aval da Sinfra.
“Nós dividimos os corredores em trechos. O consórcio entrega o primeiro trecho do projeto, a Sinfra aprova. Aprovado aquele trecho, ele inicia a fase de obras, mas continua dando andamento nos outros projetos”, explicou Detoni.
Os ônibus que integram o modal devem ser comprados pelo Governo apenas na reta final das obras. Os veículos serão de piso leve, com portas no lado esquerdo e direito, para ter mais funcionalidade nos diferentes sentidos dos trajetos.
Tarifa
O valor da passagem do BRT ainda não está definido. A Sinfra elabora atualmente um dimensionamento dos custos e manutenções do modal para indicar um valor da tarifa. A expectativa é de que a compra dos ônibus realizada pelo Estado interfira na diminuição do custo da passagem para a população.
“O dimensionamento da linha BRT e das outras linhas também está definido, e no momento que começar a operação, a definição de tarifa não muda muito com relação ao que existe hoje. Já existem os contratos de Cuiabá, de Várzea Grande e do intermunicipal. Os operadores que operam hoje vão operar também os corredores BRTs. Então, os contratos continuam vigentes. As concessões, os controles, a agência, a AGER, a ARSEC continuam com as suas funções de regulação e planejamento do sistema como ele é hoje”, explicou.
“ Os operadores que operam hoje vão operar também os corredores BRTs. Então, os contratos continuam vigentes.”
Rafael DetoniExecução
A obra do novo modal será executada pelo consórcio formado pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda. O valor do modal que substitui o VLT está inicialmente estimado em R$ 468 milhões.
A licitação para implantação do BRT foi realizada na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), ou seja, o consórcio vencedor é o responsável pela elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia, de desapropriação, obtenção de licenças, outorgas, aprovações e execução das obras.
Imbróglio
O contrato foi assinado após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatar pedido do Tribunal de Contas do Estado e deferir decisão liminar suspendendo a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as obras do modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande.
A Corte federal havia suspendido todos os procedimentos administrativos para a troca do VLT pelo BRT. Contudo, o TCE fixou entendimento de que a competência sobre o assunto, no que tange à fiscalização, cabe à esfera estadual e ingressou com um mandado de segurança e Toffoli derrubou o acórdão 1.003/2022 do TCU.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse









Eduardo 30/08/2022
Absurdo mudar tudo o que já esta feito, simplesmente passar uma máquina e agir como se nada estivesse ali construído ou que nada foi investido, mais de um Bilhão de reais. Inacreditável, que falta de respeito do governo estadual com os contribuintes, cidadãos, usuários do transporte público. Indignado!
ROBERTO FERREIRA 30/08/2022
MAIS 1 BILHAO DE REAIS SÓ PRA FAZER MAIS UM FAIXA NA AVENIDA?????? POVO TEM QUE SOFRER MESMO
2 comentários