Uma denúncia foi feita na Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) sobre um suposto descarte irregular de animais mortos no aterro sanitário da Capital. Os animais seriam descartados após irem a óbito na Diretoria de Bem-estar Animal ou na clínica conveniada com a Prefeitura. A Secretaria de Meio Ambiente nega a acusação e afirma que há um lugar dentro do aterro que é adequado para receber resíduos biológicos.
Segundo o boletim de ocorrência, um ex-funcionário do órgão ambiental que cuida de animais abandonados relata que era obrigado a descartar cães e gatos em sacolas de lixo, de forma irregular, no aterro sanitário, por ordens superiores. Imagens mostram esses descartes sendo feitos. Conforme o denunciante, os animais eram atendidos pela Diretoria de Bem-estar Animal e pela Clínica Previ Vet.
No entanto, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável, à qual está vinculada a Secretaria-adjunta de Bem-Estar Animal, nega a acusação e afirma que o procedimento protocolar adotado em caso de pets que, por ventura, acabem morrendo sob cuidados do Município respeitam a legislação ambiental.
De acordo com o Município, quando a Secretaria-Adjunta de Bem-Estar Animal foi criada, em 2018, o descarte de materiais biológicos eram feitos pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Centro de Zoonoses que encaminhava para uma empresa contratada para o descarte correto. Essa era a medida adotada caso ocorresse a morte de animal no canil, via Zoonoses.
Após contratação em 2021 por meio de convênio de uma Clínica Veterinária para executar o atendimento dos animais resgatados e socorridos pela Bem-Estar Animal, o gestor do contrato estipulou que em caso de morte de animais, a Bem-Estar Animal recolheria os corpos para a Zoonoses.
Com a Intervenção na Secretaria Municipal de Saúde pelo Governo do Estado, a Zoonoses deixou de executar essa ação de descarte junto à empresa contratada.
"A Bem-Estar Animal passou a enviá-los para o aterro sanitário, em lugar adequado que recebe resíduos biológicos. O local é particular e dispõe de responsável técnico conforme a legislação ambiental preconiza. Vale ressaltar que os animais alvos da denúncia não são do canil. Trata-se de animais que vieram a óbito durante procedimentos na clínica conveniada a Prefeitura de Cuiabá", diz trecho da nota.
O órgão ressaltou que é defensor da causa animal e que "jamais compactuaria com qualquer situação que não seja em prol da qualidade de vida dos pets".
A Delegacia de Meio Ambiente irá apurar a denúncia.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse







