Lideranças de entidades ligadas ao agronegócio, representante dos municípios mato-grossenses e da classe política se reuniram nesta terça-feira (28), para o seminário "O Impacto das Moratórias da Soja e da Carne nas Desigualdades Regionais", em Cuiabá. O evento é promovido pela parceria entre Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT).
Conforme o presidente Aprosoja-MT, Lucas Beber, ressaltou que as grandes trades de soja estão alinhadas com a União Europeia. Segundo ele, prejudicam a produtores brasileiros e atropelam a legislação vigente, que permite a prática do desmatamento legal.
"Acontece que as empresas que são responsáveis por quase 94% da compra aqui, de forma parecida com um cartel, não compram dos produtores, não dão opção para eles. A maioria dessas empresas estão alinhadas para atender o mercado europeu. Nós sabemos que elas tem vantagens econômicas sobre isso, mas quem sai prejudicado é o produtor do estado. Prejudica o direito a propriedade, a segurança jurídica, o direito de uso da terra e acima de tudo, prejudica a sociedade de Mato Grosso", argumentou.
Como solução, Beber destacou a união das entidades do setor agropecuário e o alinhamento como os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Tribunal do Contas em favor dos produtores brasileiros: "Vamos usar todas as ferramentas possíveis, seja através da força política ou jurídica para combater de vez e acabar com a moratória da Amazônia e inibir o que já vem aventando que a moratória do Cerrado". completou.
Na avaliação do conselheiro do Tribunal de Contas, Antonio Joaquim, a atuação situação onde tem ocorrido a instalação da moratória, há o favorecimento do oligópolio, ou seja, um pequeno grupo de empresas passam a controlar o mercado da soja. Na prática, acaba tornando a produção brasileira em um produto "desvalorizado".
"A moratória da carne e soja é o seguinte, tornar ilegal o que é legal. As áreas que estão impendidos de plantar, são áreas legais conforme o Código Florestal Brasileiro, mas para eles não são. Eles não aceitam, não compram e criam uma situação da soja de segunda qualidade", declarou.
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, passou em 1ª votação o corte de incentivos fiscais para a empresas que integram a bloco favorável a moratória da soja e carne oriunda do estado. O presidente do TCE, Sérgio Ricardo, reforçou a concessão de incentivos é importante, desde que haja a contrapartida das empresas, e no caso da inexistência, é natural que se ocorra a revogação dos benefícios.
"Está na lei, as empresas que recebem incentivos nos programas do governo, é ótimo que o Governo possa dar incentivo e permita que empresas se instalem, cresçam e gerem empregos, isso é ótimo. Só que existe na lei os dispositivos o que aquela empresa incentivada tem que devolver: oportunidade para as pessoas e a geração de empregos. É isso que os governos estaduais esperam", salientou.
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Wagner 29/05/2024
Conheço Produtor que plantava 650 Hec , e agora só planta 200hec . Custos e a Seca . 55 Sacas/hec é o custo para se plantar , sem os acidentes ,tipo quebra de máquinas etc... Ora se você arrenda e paga 10sacas /Hec . não fecha a conta , pois o Cerrado nunca dará uma produtividade de 65 Sacas/Hec !!! O pessoal do TCE nada entendem de Lavoura , nem a complexidade do Agro , que passa pelo consumo e interesses dos Oligopólios , dominados pelos EUA !!! Da semente à compra das Comodites . O Brasil não tem Politica de Nação ,nem Líderes para longo prazo. Vamos cair no colo dos norte-americanos por mais 200anos. Vamos cair no colo dos EUA por mais 200anos ,pois foram escorraçados do Oriente Médio e da África , e vão ficar no seu Quintal o Brasil . *** colocaram um Porta Aviões esta semana no Litoral , como um aviso ,semelhante ao Pcc , não tentem sair senão....São Gangsters !!!
Dr. Antônio Botafogo 29/05/2024
MT é um estado pobre. Rico é barão do agronegócio. Com a moratória diminuirá produção agropecuária e MT voltará a ser miserável, pois não possui parque industrial. Com a miserabilidade retornando, a população migrará para centros mais desenvolvidos. Repito: a ganancia dos barões do agronegócio e os péssimos políticos desse estado escreveram essa história.
dalva 29/05/2024
lula ate beijou o macron da frança,
Sérgio Pereira Bonalumi 28/05/2024
Vai destruindo que vão ver quem sairá prejudicado. Insistem em desmatar , desmatar e desmatar .
Wagner 28/05/2024
Pensam que estão lidando com subalternos dentro do TCE . O que acham que um simples Tribunal de Contas podem fazer ? Nada . Com o Governo anterior , aliado de MM , colocaram a faca no pescoço dos produtores , com a conivência dos mesmos . desmataram , queimaram , era tudo que os norte - americanos queriam , pois logo viria a retaliação ,e os mesmos venderiam a sua soja. Na época , avisei que os EUA eram concorrentes e não parceiros . Lembram do beijo e continencia à bandeira dos EUA ??? Tai o retorno , fizeram o mesmo com o gás russo ,quando detoneram os gasodutos russos . Agora vendem o Gás e Soja dos EUA !!! Continuem indo passear em Miami idiótas !!!
Jordi Marcondes 28/05/2024
Europa ensinará uma lição aos barões do agronegócio que desmatam e destroem natureza.
6 comentários