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CASO DAVI AUGUSTO

Mãe e namorada acusadas de morte de criança são espancadas dentro de cela

Bruna Barbosa

casal homic�dio menino filho

Fabiola Pinheiro Bacelar e Luana Marques de Souza, mãe de Davi, formam um casal. Estão presas e o menino morto

Luana Marques de Souza e Fabíola Pinheiro Bracelar, de 25 e 22 anos, acusadas de tortura qualifiquada que resultou na morte de Davi Augusto Marques de Souza, de 3 anos, foram espancadas hoje (29) pelas reeducandas da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. De acordo com a secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp), as suspeitas estavam em uma cela com detentas que cometeram crimes semelhantes, porém, duas delas teriam começado as agressões. 

Davi era filho de Luana e morava com as mulheres há dois meses em Nova Marilândia (a 261 km de Cuiabá), onde o crime aconteceu. De acordo com a Sesp, as agentes penitenciárias que estavam de plantão perceberam a briga e impediram que a situação se agravasse. 

Luana e Fabíola registraram um Boletim de Ocorrência e foram encaminhadas para atendimento médico. As suspeitas também devem passar por um exame de corpo delito. As reeducandas que começaram as agressões foram transferidas para outra cela. 

Em entrevista a TV Cidade Verde, hoje (29), Fabíola disse que cometeu as agressões contra Davi em um "momento de raiva". A suspeita também disse que estava arrependida, mas que já era "tarde demais". A namorada de Luana desmentiu a informação dada pelo pai de Davi, que afirmou que o menino já havia quebrado a perna após ter sido atropelado pela madrasta. 

"É mentira, ele estava no jogo comigo quando ele quebrou a perna, não foi atropelado em momento algum, se eles tem a prova, que mostrem para poder provar", disse ao repórter. 

De acordo com Fabíola, o espancamento teria começado após ela pedir para a criança parar de jogar água em roupas que ela estava lavando. Ela afirmou que costuma ficar "nervosa" com todos. A suspeita também disse que Luana não sabia das agressões e que pretendia ir embora com o Davi. 

"Só não foi embora porque não tinha saído o 13° dela. Falei que tenho provas, os vizinhos da frente viram que estavámos indo na minha mãe para deixar o outro filho dela, buscar a certidão de nascimento do Davi para levar no posto", ressaltou a jovem sobre a acusação de ter tentado fugir após deixar a criança morta na UPA.

Entenda o caso 

As mulheres foram presas na noite de ontem em Nova Marilândia, onde moravam com a criança. Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil disseram que ambas espancavam a vítima constantemente. 

Aos policiais, Fabíola afirmou que a criança havia reclamado de dores no corpo e ela o levou até o Pronto Atendimento do município em busca de socorro. Além disso, a mulher também teria dito que os machucados no corpo do menino e uma fratura no fêmur era decorrentes das brincadeiras de bicicleta e futebol.

Em interrogatório, a madrasta confessou o crime e disse que batia no menino com objetivo de corrigir comportamentos. Segundo assessoria da Polícia Judiciária Civil (PJC), em depoimento ao delegado Marcelo Maidame, ela se referiu a Davi como "arteiro e desobediente". 

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Dora Avent. 02/12/2019

Ainda foi pouco!

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Cidadão 29/11/2019

Pelo visto deu ruim pra elas....

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2 comentários

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