O ministro da Educação, Camilo Santana, declarou, na manhã desta quarta-feira (04), em Cuiabá, sobre a meta de ampliação de mais 40 vagas para o curso de medicina na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), além da construção de um hospital universitário na cidade.
“Nós vamos ampliar, porque há uma meta, também do presidente Lula, de ampliar os cursos de medicina nas nossas universidades federais e ter uma boa avaliação. Então, muitas universidades, que não têm um curso de medicina, estão ampliando e outras, que já têm o curso, também estão ampliando, como em Rondonópolis (...). E já estamos estudando a possibilidade de, no futuro, fazer uma avaliação técnica, para que a gente possa ter um hospital universitário também em Rondonópolis, na nossa universidade [UFR]”, detalha o ministro.
Santana comentou também sobre o resultado negativo dos cursos de medicina em universidades particulares do país, após o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), ressaltando que mais da metade teve um desempenho insatisfatório, ao contrário das universidades públicas que, para ele, foram “muito boas”. Entretanto, o ministro deixou claro que “ninguém está querendo fechar as universidades”.
“Elas [universidades] são importantes para garantir oportunidades, até porque o Governo Federal levanta também, através do Prouni ou do Fies, as matrículas dos alunos nessas universidades, mas nós não podemos aceitar, a sociedade brasileira não pode aceitar, que um profissional de saúde seja mal formado. Porque ele vai estar no posto de saúde, ele vai estar numa UPA, ele vai estar no hospital atendendo as pessoas e cuidando da vida das pessoas. Então nós queremos bons profissionais formados nesse país”, afirma.
Santana reforçou que os cursos com avaliações baixas deverão cumprir as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC) “para corrigir e melhorar a qualidade da avaliação desses cursos no país”.
Enamed em MT
Conforme publicado pelo
, a Universidade de Cuiabá (Unic) e o Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), tiveram notas 2 e 1, respectivamente, no Enamed. As instituições de ensino devem sofrer medidas cautelares previstas pelo Ministério da Educação.
Entre as consequências listadas na apresentação disponibilizada pelo MEC estão o procedimento de supervisão e medidas como impedimento de ampliação de vagas, suspensão de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), suspensão da participação no Programa Universidade para Todos (Prouni), redução de vagas para ingresso - para cursos com conceito 2 - e até mesmo a suspensão de ingresso de novos estudantes, para cursos com conceito 1.
Por outro lado, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá e Sinop, e a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) receberam notas 4, atingindo o nível satisfatório do exame. Já o Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) alcançaram conceito 3.
Ao todo, 537 alunos do curso de medicina realizaram a prova no estado.
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